quinta-feira, 28 de abril de 2016

Violência “arrasta” taxista para a morte e Itabuna já chega a 56 homicídios


Um homem, aparentemente, sem “manchas” no caráter, que passava o dia dirigindo um táxi para garantir o sustento da família. No veículo de trabalho, duas frases que, talvez, indicassem se tratar de alguém religioso: “Viva para Cristo” e “Sou de Jesus”. E dentro desse mesmo carro, a 16ª vítima de homicídio, em Itabuna.
Josenildo Batista da Silva tinha 58 anos. Trabalhava na Praça 1, próximo à FTC, no centro da cidade. Por volta das 11 horas desta quinta-feira (28), ele estava trabalhando. Passava pela rua de Mutuns, quando foi surpreendido por homens armados, que estavam num automóvel Sedan, prata, de placas não anotadas. Os criminosos faziam sinal para Josenildo parar, até que ele, inocentemente, obedeceu. Em seguida, vários tiros foram ouvidos. Josenildo estava morto.

A esposa do taxista chegou ao local em poucos minutos. Desesperada, insistia para ver o corpo do marido, já dentro do rabecão do DPT. Populares e a própria polícia tiveram que acalmar a mulher e por isso não a deixaram ver o esposo morto, para evitar um choque maior.

Vítima já teria sofrido outro atentado
Ao Verdinho Itabuna, colegas de Josenildo relataram que ele não tinha envolvimento com o crime. Todos estão chocados com o assassinato do colega e amigo. Um detalhe nos chamou a atenção, enquanto tirávamos as fotos. Notamos no teto do táxi marcas de tiros. Mas, os colegas do taxista informaram que não eram as de hoje e sim de uns seis meses atrás, quando tentaram atacar o mesmo carro. Só não ficou claro se, na época, era o próprio Josenildo que estava no veículo.

Mais um crime a ser elucidado pela Delegacia de Homicídios, que já está com uma vasta lista de homicídios. Só este ano, foram 56 pessoas assassinadas. 

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