terça-feira, 17 de maio de 2016

“É uma perseguição da Justiça”, defende-se advogado preso sob acusação de envolvimento com o tráfico

Investigado por um suposto envolvimento em uma das mais “famosas” facções criminosas do país – liderada por Fernandinho Beira Mar –, o advogado criminalista, Anderson Sá de Oliveira, de 43 anos, disparou: “A situação que está acontecendo com a minha pessoa é uma perseguição da justiça do Rio de Janeiro”.

Esta declaração foi feita ao repórter Oziel Aragão, da Rádio Difusora, quando o advogado foi levado para o Complexo Policial, após ser preso por força de um mandado de prisão, expedido pela Justiça carioca.

Segundo Oliveira, ele estaria sendo perseguido por causa de uma denúncia feita a uma juíza de São Gonçalo ao defender os direitos federativos do cliente dele, o interno  Luiz Carlos Gomes Jardim.

Anderson ainda negou qualquer envolvimento com lavagem de dinheiro ou tráfico de drogas. E insistiu que está sendo injustiçado. “Eu fiz um requerimento por conta do câncer instalado na saúde do interno. Então, de eu ser advogado desse interno, meu entendimento é que eles querem me perseguir por ser advogado dele. Eu não sei quem é líder de PCC, não sei quem é líder de nada”, garantiu.

O advogado itabunense foi detido na manha desta segunda-feira (16), em seu apartamento na rua Rulfo Galvão, centro de Itabuna.

O cliente
Luiz Carlos Gomes, mais conhecido como “Luiz Queimado”, cliente citado pelo advogado na entrevista concedida à Rádio Difusora, é apontado como chefe do tráfico de drogas em, no mínimo, 12 comunidades de Niterói e São Gonçalo, municípios da Região Metropolitana do Rio, incluindo a comunidade do Bumba.

Luiz Carlos até foi preso tempos atrás, chegando a cumprir parte da pena no Presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Mas, o advogado Anderson Sá conseguiu que o cliente fosse beneficiado com a prisão domiciliar, que está sendo cumprida em Itabuna, após a descoberta de um câncer. Mesmo assim, Luiz Carlos, de acordo com as investigações, teria continuado a receber dinheiro do tráfico. Só para se ter ideia, somente da comunidade do Bumba, “Luiz Queimado” chegou a receber R$ 5 mil, valor reajustado para R$ 7 mil. 

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