quinta-feira, 12 de maio de 2016

Julgado por mais um homicídio, Bolota é condenado a 16 anos de prisão pela morte de “Binho Nóia”

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Foram quase 12 horas até o juiz anunciar a tão esperada sentença. Estamos falando de mais um júri, realizado durante todo o dia de ontem (12),  cujo réu é um velho conhecida da Justiça: Sidmar Soares Santos, de 31 anos. “Bolota”, como é conhecido, foi mais uma vez condenado por homicídio, dessa vez, a 16 anos e quatro meses de prisão, em regime fechado.

Para os jurados, não restou dúvida de que Bolota realmente matou, com a ajuda dos comparsas, o detento Robson Bispo de Souza, o “Binho Nóia”. O crime aconteceu no dia 25 de dezembro de 2005, dentro de uma das celas da extinta carceragem do Complexo Policial de Itabuna, palco de uma rebelião na época.

A rebelião teria sido iniciada por Deolino “Porquinho”. Armado com um revólver, ele rendeu um agente público e um policial militar. Na ocasião, Porquinho era o responsável pela alimentação e limpeza do local. O preso ordenou que o agente entregasse as chaves da cela e diante de uma recusa, atirou contra o policial, que levou dois tiros.
Em seguida, Porquinho rendeu o PM, que teve a arma tomada pelo criminoso. Em questão de minutos, os presos da Ala A derrubarem a parede de acesso à Ala B. nessa hora, Binho Nóia foi assassinado barbaramente com golpes de chunchos (facas artesanais). A vítima sofreu, ainda, várias queimaduras nas pernas e nos braços, teve dentes quebrados e dois dedos arrancados. A crueldade foi tanta que os criminosos ainda colocaram um dos dedos dentro da boca do interno assassinado. O motivo do crime teria sido vingança. Binho Nóia estaria envolvido na morte de um primo dos acusados.

Os comparsas de Bolota no assassinato de Binho Noia foram identificados como Ricardo Souza Batista, o “Barriga”. Ele acabou morrendo em troca de tiros com a polícia. O outro é o primo de Ricardo, Ivanildo Souza Nascimento, o “Guiodai”, executado aos 29 anos no bairro São Caetano.

Bolota negou as acusações. Assumiu apenas um homicídio, do qual foi condenado em 2011.  Um detalhe chamou a atenção de quem estava no fórum, acompanhando o julgamento: segundo Bolota, seu “ofício” no presídio é o de “reivindicar” os direitos dos internos e não ordenar mortes. 

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