segunda-feira, 16 de maio de 2016

Mensagens no Whatsapp podem ter motivado assassinato de professora em escola

O motivo para o major dos bombeiros militares Valdiógenes Almeida Junior, 45 anos, ter tirado a vida de sua esposa, a professora Sandra Denise Costa Alfonso, 40, teria sido a troca de mensagens entre ela e um homem não identificado. Segundo o advogado criminal Sérgio Reis, que defende Valdiógenes, o autor do crime usou um aplicativo espião “que abre um espelho do outro celular e, por esse espelho, chegaram a ele mensagens” do celular de Sandra, assassinada a tiros pelo marido dentro da Escola Municipal Alegria de Viver, em Castelo Branco, na sexta, e velada no sábado, no cemitério do Campo Santo. 

“Ele viu a troca de amabilidade entre homem e mulher, chamando o outro de ‘meu lindo’, ‘meu amor’, e foi tirar satisfação”, afirmou o advogado, alegando não saber mais detalhes da mensagem, porque os celulares estão sendo periciados. “Ele está arrasado, era profundamente apaixonado pela mulher. Era um casal que estava ultrabem. Para ele foi um choque, porque nunca atirou em ninguém em 25 anos de corporação. Infelizmente, ao que tudo indica, a atitude dela conduziu ele a essa reação explosiva, não premeditada”, justificou o advogado. “Foi uma fatalidade. Ninguém sabe o que passou pela cabeça dele...”, lamentou a vendedora Ingrid Azevedo, 38, vizinha da vítima. “Aparentemente, eram pessoas boas, felizes, amorosas. 

Nunca ouvi um grito, e olhe que moramos parede com parede”, completou. Detido sob custódia, Valdiógenes teve sua prisão preventiva decretada no sábado à tarde pela juíza Regina Maria  de Cerqueira, e está preso no Batalhão de Choque da PM, em Lauro de Freitas. O advogado de Valdiógenes afirma que vai tentar revogar a prisão preventiva para que ele possa responder ao processo em liberdade.

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