terça-feira, 3 de maio de 2016

'Pacote de bondades' de Dilma deve ser mantido por Temer

Logo após a presidente Dilma Rousseff anunciar um "pacote de bondades", o vice-presidente Michel Temer reuniu nesta segunda (2) sua equipe, com a participação de Henrique Meirelles, para unificar o discurso sobre a política econômica do seu possível governo. Segundo a Folha de S. Paulo, Temer decidiu que não vai rever as medidas anunciadas por Dilma, como o aumento de 9% do Bolsa Família e a correção de 5% do Imposto de Renda da Pessoa Física.

Ficou acertado no entanto que, assim que tomar posse caso o Senado aprove o afastamento da presidente Dilma, na próxima semana, a equipe econômica de Temer vai avaliar ações necessárias para neutralizar o impacto fiscal das medidas. Na reunião, o "pacote de bondades" da presidente foi classificado como um ato de "irresponsabilidade fiscal".

Na saída do encontro, Meirelles defendeu a criação de um dispositivo que limite os gastos públicos para garantir a volta do equilíbrio fiscal. Uma proposta avaliada pelo PMDB é a fixação de um teto para aumentos dos gastos inferior ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).

Ao chegar para o encontro, realizado no Palácio do Jaburu, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex-ministro Eliseu Padilha, dois nomes certos na futura equipe de Temer, criticaram o "pacote de bondades" e o classificaram de uma "ação de vingança".

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