domingo, 8 de maio de 2016

Plano de Temer para a Saúde copia programa de Aécio

O vice-presidente Michel Temer não teve muita criatividade para elaborar o plano de seu possível governo, pelo menos quando se trata da área de saúde: dez propostas encontradas em seu programa, chamado "Tavessia Social", são transcrições idênticas às do ex-candidato à presidência Aécio Neves, do PSDB. A informação foi revelada neste domingo (8) pelo jornal O Globo.

Entre as semelhanças, estão a descrição do SUS, do Programa Saúde da Família (PSF) e de Parcerias Público-Privadas.

Ao falar do PSF, Temer copia que o programa “estrutura-se como porta de entrada do sistema”. Sobre Redes Assistenciais Integradas, as semelhanças continuam. Temer repete Aécio ao afirmar que “permitirão o melhor uso de recursos de saúde, num novo modelo assistencial com foco no paciente” e que também vão “garantir a continuidade do acesso a todos os níveis da rede”.

Ao descrever o SUS, o texto de Aécio diz: “O SUS, criado pela Constituição Federal de 1988, completou 25 anos e continua sendo uma das grandes políticas de inclusão social da história do Brasil”. O de Temer: “O SUS tem pouco mais de 25 anos e continua sendo uma das grandes políticas de inclusão social da história brasileira”.


As coincidências continuam na porposta sobre Parceria Público-Privada. Ambos os textos dizem que é preciso “identificar oportunidades de colaboração para desenvolver parcerias”.

A programa de Temer foi elaborado pela Fundação Ulysses Guimarães, ligada ao PMDB. O órgão rebate dizendo que não se trata de plágio, mas de integração entre propostas dos dois partidos, que teria sido fundamentada por um documento chamado “Tirando o atraso: combater as desigualdades já”. — embora o documento citado faça poucas referências à saúde.

“Eram propostas de políticas sociais que foram absorvidas pelo então candidato José Serra (PSDB), à época acompanhado na chapa pela peemedebista Rita Camata. Algumas das propostas na área de saúde se incorporaram ao programa do PSDB. Por isso a coincidência”, diz a fundação.

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