terça-feira, 17 de maio de 2016

Quadrilha presa no Rio e na Bahia planejava matar juíza

Luiz Queimado ficou internado em Itabuna por seis meses tratando de um câncer.
Doze pessoas foram presas numa operação da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo em parceria com o Ministério Público para combater lavagem de dinheiro de traficantes, na manhã desta segunda-feira. Ao todo, 21 mandados de prisão foram expedidos na Operação Capitania. Além de trabalhar com dinheiro do tráfico, a quadrilha explorava caça-níqueis e “gatonet”. Eles também tratavam o assassinato de uma juíza. Em Itabuna, Sul da Bahia, foi preso sob acusação de participar do bando o advogado Anderson Sá, de 43 anos.

De acordo com a investigação, Luiz Carlos Gomes Jardim, o Luiz Queimado, atualmente preso, arrendava comunidades a traficantes e recebia R$ 7 mil por semana por cada uma delas. Controlando mais de 20, ele e a família criaram uma série de estabelecimentos comerciais para lavar o dinheiro recebido. Havia desde loja de carros até mercadinhos e autopeças.
— Dessa forma eles conseguiam forjar uma origem legal para o dinheiro do tráfico. Com isso, conseguiam levar uma vida de luxo — explica a promotora Julia Silva Jardim, do Gaeco, do MP.

Além do mandado para Luiz Queimado, que já estava preso, também foram dadas ordens de prisão para seus dois filhos, Leonardo e Michael Dias Jardim, sua nora Monique de Paiva Araújo e seu sobrinho Luiz Paulo da Silva Jardim, além de outros parentes. O Leonardo conseguiu fugir.
— Estamos quebrando os sigilos bancário e fiscal dos envolvidos. Através de escutas, conseguimos descobrir um plano para matar uma juíza. Felizmente tudo foi descoberto e ela está segura — avalia o delegado titular da unidade, Fabio Barucke: — A operação continua.

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