quinta-feira, 19 de maio de 2016

Suspeito de agredir jovem que morreu e perdeu bebê na BA segue foragido

Américo Vinhas, suspeito de agredir jovem grávida em Vitória da Conquista, na Bahia (Foto: Reprodução/ TV Bahia)O estudante Américo Francisco Vinhas Neto, 24 anos, acusado de agredir a namorada Jéssica Nascimento, 21 anos, que morreu e perdeu um bebê de quatro meses, em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, segue foragido 12 dias após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (18) pelo delegado Gustavo Tortarelli, que investiga o caso.

Jéssica morreu no dia 10 de maio, depois de sofrer falência de múltiplos órgãos após duas semanas internada em coma induzido. O namorado dela teve o mandado de prisão expedido pela juíza Juliane Nogueira Santana Rios, da Vara de Violência Contra a Mulher, no dia 6 de maio. O pedido de prisão tinha sido feito dois dias antes pelo delegado Tortorelli. Policiais civis chegaram a ir na casa onde o rapaz mora, mas ele não foi localizado.

Jéssica Nascimento, Vitória da Conquista, Bahia (Foto: Reprodução/ TV Bahia)O advogado do estudante, Gutemberg Macedo, declarou que não via legalidade no pedido de prisão do cliente e que iria entrar com o pedido de habeas corpus. Ele afirmou ainda que o rapaz só se entregaria à polícia após o Tribunal de Justiça da Bahia emitir uma decisão sobre a legalidade do pedido de prisão preventiva. O G1 tentou contato com o advogado, na tarde desta quarta-feira, mas as ligações não foram atendidas.

Por meio da assessoria de comunicação, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) informou nesta quarta-feira que não consta no sistema do órgão o pedido de habeas corpus da defesa do acusado.


Conforme o delegado que investiga o caso, após a morte de Jéssica, o rapaz passou a responder por lesão corporal seguida de morte, cuja pena varia de 4 a 12 anos. O inquérito deve ser concluído até o dia 25 de maio. Antes do óbito, enquanto Jéssica ainda estava internada, o suspeito estava respondendo por lesão corporal gravíssima por conta da agressão e da morte do bebê.

Corpo da jovem foi velado na manhã desta quinta-feira, em Itapetinga, na Bahia (Foto: Reprodução / TV Bahia)Enterro
Jéssica foi enterrada na última quinta-feira (12), no Cemitério Parque da Eternidade, na cidade de Itapetinga, onde a família dela mora. Além do bebê que a jovem perdeu após a agressão sofrida, Jéssica deixou um filho de cinco anos, que mora com os avós.

Enquanto estava internada, a jovem respirava com a ajuda de aparelhos e não respondia bem ao tratamento, segundo o relato de familiares. Por causa de uma lesão no pulmão, ela contraiu uma bactéria nos últimos dias, o que agravou bastante o quadro de saúde.

Jéssica havia apresentado sinais de melhora no dia 6 de maio. Segundo a família, ela chegou a abrir os olhos e balbuciar algumas palavras, após os médicos fazerem uma tentativa de dimnuir o uso de sedativos, mas a paciente voltou ao coma induzido por conta das febres e pressão alta.

Jovem está em coma induzido após agressões (Foto: Reprodução/ Facebook)Caso
Jéssica foi agredida em uma festa realizada na casa em que morava com um amigo, na cidade de Vitória da Conquista. Além dela e do suspeito da agressão, cinco pessoas estavam no local. Segundo a polícia, Américo Francisco inicialmente negou ter agredido a jovem. Em um segundo depoimento, no dia 3 de maio, ele disse não lembrar do que aconteceu no dia do crime.

O delegado Gustavo Tortorelli informou que o suspeito nega que mantinha um relacionamento amoroso com a vítima e relatou ter feito uso de drogas e bebida alcoólica no dia da agressão, além de afirmar que não sabia que a jovem estava grávida. Um exame deve apontar se Américo fez uso de drogas no dia do ocorrido. O rapaz teve material genético colhido para que seja feito exame de DNA com amostras retiradas do feto. O prazo para o resultado do exame não foi informado.

Segundo o delegado, as investigações apontam que Jéssica e Américo se conheciam há pouco tempo. Testemunhas que estavam na casa da jovem no dia da agressão confirmaram que ela e Américo se conheciam há pouco tempo.

A versão dos familiares de Jéssica é diferente. Eles apontam o suspeito como namorado de Jéssica. Os familiares da jovem disseram também que não sabiam que a jovem estava grávida quando foi agredida. O suspeito da agressão chegou a ser preso em flagrante, mas foi solto mediante pagamento de fiança. O advogado dele disse que a situação foi acompanhada por um outro advogado e que o valor da fiança foi de cerca de R$ 5 mil.

Conforme Macedo, o cliente foi liberado pelo delegado Tortorelli que configurou o caso como violência doméstica, mas entendeu que a situação era afiançável. O delegado disse ao G1 que no dia do ocorrido não tinha conhecimento de que a vítima estava grávida, o que mudou a configuração do crime.

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