terça-feira, 31 de maio de 2016

Temer admite onda de violência contra mulher e cria núcleo de proteção

O presidente interino Michel Temer (PMDB) reconheceu nesta terça-feira (31) que o país atravessa uma onda crescente de violência permanente contra a mulher e avaliou que a sociedade brasileira tem se constrangido e se acanhado diante de episódios recentes.

Na abertura da reunião com secretários da segurança pública do país, o peemedebista também lembrou de ataques motivados por preconceito contra negros e homossexuais e defendeu que os diferentes entes da federação atuem "juntos de mãos dadas" para tentar reduzir os casos de violência.

"Neste momento, o que estamos assistindo é uma onda crescente de violência em diferentes setores, em especial contra a mulher", disse. "É necessário minorar esse mal que afeta enormemente a nossa sociedade, que se avexa, se acanha, se constrange com fatos dessa natureza", acrescentou.

O peemedebista reconheceu que não é da competência do governo federal atuar na área da segurança pública, mas ponderou que o Palácio do Planalto pode ajudar a coordenar as iniciativas estaduais de combate à violência contra a mulher.


Nesse sentido, ele anunciou a formação do Núcleo de Proteção à Mulher, subordinado ao Ministério da Justiça, e criticou a criação de comissões para discutir o problema no país, as quais, segundo ele, não adotam soluções efetivas.

"O órgão que está sendo criado é para ajudar a coordenar e levantar os trabalhos de combate à violência contra a mulher. Nós precisamos acabar com essa história no país de que, toda vez que tem um problema, cria-se uma comissão. Se é criada uma comissão, é porque nada vai sair", criticou.

O presidente interino ressaltou as dificuldades econômicas pelas quais o país atravessa, mas garantiu que o governo federal poderá contribuir com auxílios e convênios financeiros a governos estaduais.

Ele defendeu ainda a realização de reuniões permanentes do Ministério da Justiça com as secretarias estaduais para discutir a elaboração de programas ou medidas de combate à violência contra a mulher.

A iniciativa de convocar uma reunião partiu da denúncia na semana passada de um estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos em uma comunidade no bairro da Praça Seca, na zona oeste da capital fluminense.

Nas redes sociais, circulam imagens da vítima que aparece ferida e desacordada. Na gravação, um grupo de homens, em meio a risadas, diz que ela foi violentada por "mais de 30". A ausência de um rápido posicionamento do presidente interino sobre o caso gerou críticas na redes sociais. Com informações da Folhapress.

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