segunda-feira, 13 de junho de 2016

Adiamento de Júri do assassino da menina Cassiane Lima gera revolta nos familiares

Teixeira de Freitas: Estava marcado para esta próxima terça-feira, 14 de junho, o Júri Popular do réu Ismael de Jesus Morais, no Salão do Tribunal do Júri, em Teixeira de Freitas. Ismael foi pronunciado pelos crimes de homicídio qualificado (03 qualificadoras) e ocultação de cadáver, cometido contra a menina Cassiane Lima dos Santos, no Bairro Cidade de Deus, em 27/11/2014. Ismael é acusado de violentar, assassinar e ocultar o corpo da adolescente Cassiane, de 15 anos. Ele era vizinho da Cassiane, e teria invadido o seu quarto e a violentado após passar por um buraco no muro que separava as duas casas.

Um dos julgamentos mais esperados da história recente da cidade foi adiado após um pedido de desaforamento, impetrado pelo defensor público, Hemerson Halsey Soares, que defende os interesses do acusado de ter assassinado a garota Cassiane Lima. Segundo a doutrina, "desaforar é deslocar o julgamento que deve ser realizado no foro onde se consumou a infração, que é previsto em lei (art. 70 do CPP), para outro próximo", uma vez presente uma das hipóteses previstas nos novos arts. 427 e 428 do CPP, com redações dadas pela Lei nº. 11.689/08. A Comarca do julgamento e a data não foram divulgadas.
O crime repercutiu nacionalmente e foi descoberto após investigações da Polícia Civil. Esse Júri era muito esperado, não só por familiares, mas, por toda a população teixeirense e da região, que acredita em uma pena mais dura. O advogado, em seu pedido de desaforamento, alega que o julgamento do Ismael de Jesus em Teixeira de Freitas pode incorrer em riscos à sua integridade física. Essa notícia se espalhou nas redes sociais, e a revolta de todos com essa decisão foi unânime. “Fui vítima desse bandido, a sociedade foi vítima, e quem oferece perigo somos nós”, disse revoltada a mãe de Cassiane.

“Nunca fui amparada por nenhum recurso, já ele é amparado pelos recursos humanos do qual só protege bandido que oferece perigo. Fomos traumatizados pela violência que esse bandido nos causou e nunca fomos amparados por psicólogos. Já ele é a todo o momento amparado. A minha intensa busca por justiça é para que outras "Cassianes" não venham ser vítimas. O nosso grito é por pena máxima, e ele saindo daqui para ser julgado em outra Comarca facilita a pena mínima desse bandido. [...] Quem precisa de paz e justiça somos nós, desabafou a mãe da vítima nas redes sociais.

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