sábado, 11 de junho de 2016

Obra da prefeitura de Ilhéus era realizada com trabalho escravo

Auditores Fiscais do Trabalho encontraram ontem (09) à tarde, oito trabalhadores, mantidos em condições análogas a escravo no município de Ilhéus. Os trabalhadores laboravam na construção do Centro de Arte e Esporte Unificado – CEO, localizada na bairro Nossa Senhora da Vitória. 

Obra financiada pelo Governo Federal – Ministério da Cultura (Minc), através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC II), em parceria da Prefeitura de Ilhéus. Em depoimento, os trabalhadores relataram que vieram da cidade de Serrinha, localizada na região nordeste da Bahia, com promessa de trabalho em Ilhéus, porém, desde que iniciaram as atividades no local, há dois meses atrás, não recebiam salário, sem possibilidade de retornarem à cidade de origem e não tinham a carteira de trabalho assinada. Segundo o Auditor Fiscal Daniel Fiuza, no local da obra não havia banheiro em condições de uso, refeitório adequado para que os trabalhadores fizessem as refeições, nem água potável. Além das condições precárias de trabalho, os trabalhadores eram submetidos a condições degradantes, dormindo em mesas, camas improvisadas, sem colchões e travesseiros. 

Durante a ação, os trabalhadores paralisaram as atividades e hoje foram resgatados da casa em que eram mantidos e levados ao alojamento do centro de Referência de Assistência Social da Cidade – CRAS. “A primeira providência foi alojar os trabalhadores de forma digna. Agora vamos tentar, junto ao empregador, a assinatura da carteira de trabalho dos trabalhadores que estavam sem a formalização do vínculo, o pagamento das verbas rescisórias e o retorno ao local de origem”, informou Fiuza. (Blog do Gusmão)

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