terça-feira, 12 de julho de 2016

Caso Giovannia: “O carro ficou parecendo que bateu num post; imaginem como ficou o corpo da minha filha”

Dor, revolta e sede de justiça. Estes são os sentimentos que envolvem a família da estudante, que morreu após ser atropelada por um carro na noite do último sábado (09), próximo à Praça Camacan, centro de Itabuna. Giovannia Brito, de 14 anos, tinha ido ao shopping com o irmão.

A menina resolveu voltar sozinha, mas não conseguiu chegar em casa. Quando atravessava na faixa de pedestre foi violentamente atingida por um veículo de modelo HB20, dirigido pelo engenheiro civil Felipe Damásio, que fugiu do local, sem prestar socorro à vítima.

Giovannia ainda foi levada com vida, pelo Samu, para o hospital de Base, onde acabou morrendo por volta das 2h40min da madrugada de domingo (10). Os pais, chocados e, ao mesmo tempo, revoltados com a morte brusca da filha, questionam a violência com que a menina foi atropelada e clamam por Justiça.

A frente do carro ficou completamente amassada. O veículo foi apreendido na noite de ontem, numa oficina e será periciado. “O carro ficou parecendo que bateu num poste. Imagine como não ficou o corpo da minha filha”, desabafou o pai da adolescente, Hércules Araújo de Oliveira, de 32 anos. “Ela teve três costelas quebradas, pulmão perfurado, o crânio abriu em três partes, o braço quebrou, o queixo deslocou todo”, enumerou o homem, cujo rosto estava marcado pelo sofrimento da perda tão trágica.

Muito emocionada, a mãe da menor, Maria Tatiana de Jesus Brito, de 30 anos, relatou que chegou a pedir para os filhos saírem só no domingo, porque era mais tranquilo. “Minha filha saiu para se divertir. Ela não merecia isso. Quero que ele pague o que ele fez com minha filha”.
Giovannia
Ao contrário do que amigos comentaram sobre o fato de que Giovannia não enxergava direito, os pais da menina garantiram que ela usava óculos, sim, mas via tudo perfeitamente.

Felipe Damásio se apresentou ontem mesmo na delegacia, acompanhado de dois advogados. Segundo o coordenador da 6ª Coorpin, André Aragão, o suspeito alegou que a culpa foi da vítima, que teria atravessado “inadvertidamente”.

Ainda de acordo com o delegado, o motorista disse que não prestou socorro porque ficou com medo, já que o local estava lotado de curiosos. O homem deve ser indiciado por homicídio culposo. Já o proprietário do veículo deve ser ouvido hoje.

O perito Messias Malheiros recolheu fragmentos do corpo da garota no pára-brisa do automóvel. O material já foi enviado para o laboratório central para análise.  

Giovannia morava no bairro Jorge Amado e estudava no Colégio Estadual.

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