sexta-feira, 29 de julho de 2016

Em 7 meses, Itabuna registra 20 casos de HIV a mais que em 2015

Reprodução: TV Santa Cruz
No período de sete meses, a cidade de Itabuna, no sul da Bahia, já registrou 20 casos de pessoas portadoras do vírus HIV a mais que em todo o ano de 2015, segundo os dados Centro de Referência em Prevenção, Assistência e Tratamento de DSTs do município. De janeiro até o dia 21 de julho deste ano foram 149 novos casos descobertos, e no ano passado, foram 129 casos.

"O Ministério da Saúde prevê que para cada caso identificado, deve haver cinco que não é identificado. Então isso é uma média muito alta. A ideia é que se teste 90% da população", explicou Suze Meyre Martins, coordenadora do centro de referência em Itabuna.

No centro de referência de Itabuna são realizadas diversas ações para estimular o diagnóstico de HIV. Este ano já foram 3.250 exames no local.

O teste que detecta HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis é gratuito nos postos de saúde e não precisa de encaminhamento médico. A pessoa só precisa trazer um documento com foto e o resultado sai no mesmo dia. Caso o resultado seja positivo, o paciente já é encaminhado para o tratamento, e se for negativo, a pessoa recebe orientações de como se prevenir.

O tratamento é fundamental e o urologista Júlio Brito explica que é possível viver bem mesmo com o vírus. "Temos pacientes aqui com 20, ou mais de 20 anos, vivendo perfeitamente bem sem nenhum problema. Isso graças ao surgimento dessas novas drogas", disse.

Caso

Foi durante a gravidez que uma mulher, que preferiu não se identificar, recebeu dos médicos a notícia que estava com Aids.

"Descobri na gravidez do meu quarto filho. Eu estava de oito meses. Já tinha feito todos os exames no início da gestação não apareceu nada e quase no final [da gravidez] apareceu e para mim foi um choque", relatou.

Na época, a paciente era casada e decidiu perdoar o marido. Procurou o tratamento quando ainda estava grávida e felizmente o filho nasceu saudável. Um ano e meio depois, por um descuido, acabou engravidando de novo, mas com o tratamento, o vírus também não passou pro filho. Quase 21 anos depois da descoberta, a mulher continua buscando saúde e dá uma dica. "É sempre [importante] a prevenção. Nada paga a sua saúde", concluiu. (G1 Bahia)

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