sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Falsos médicos tentam aplicar mais um golpe em hospital na Bahia

Os falsos médicos que cobravam exames para pacientes de hospitais públicos na Bahia voltaram a atuar e tentaram aplicar outro golpe em Salvador. O grupo solicitou o pagamento por suposto procedimento de urgência ao familiar de uma paciente que está internada em uma unidade de saúde particular da capital baiana.

A vítima, que não quis se identificar, conta que recebeu a ligação na quarta-feira (24). Do outro lado da linha, um suposto médico do Hospital São Rafael, que sabia detalhes do estado de saúde da mãe dele, paciente que está internada em estágio terminal na unidade de saúde.

"Ele disse que a gente precisaria depositar um valor, porque o plano não tinha aceitado cobrir um procedimento muito complexo, de alto risco", disse.

O pedido foi de cerca de R$ 2 mil para fazer um exame que poderia salvar a paciente. O filho quase acreditou, se não fosse por um detalhe. "Eles não queriam que fosse pago pelo hospital. Eu já desconfiei", disse.

A ouvidoria do Hospital São Rafael entrou em contato com a vítima, informando que têm registrado casos como esse, desde 2014. Por meio de nota, o hospital disse que esse tipo de golpe está sendo aplicado em todo o Brasil, por quadrilhas especializadas. O Hospital São Rafael disse ainda que sempre pede às vítimas que registrem o boletim de ocorrência na polícia.

Na página na internet, o hospital também informou que não solicita depósitos ou pagamentos por telefone. O que para este advogado, não isenta a responsabilidade do hospital pelo vazamento de informações sigilosas.

"São informações internas, que mesmo que seja uma quadrilha, como é que eles estão tendo acesso a essa informação interna? E aí estaria a responsabilidade do hospital. O prontuário médico é sigiloso. Inclusive constitui crime contra quem estiver vazando essas informações", disse o advogado Gerson Cerqueira.

O Conselho Regional de Medicina informou que orienta os hospitais a reforçarem o sigilo sobre dados dos pacientes, pra dificultar os golpes.

Algumas orientações do Procon podem ajudar as famílias de pacientes a combater o golpe. "Verificar se seu ente está realmente naquele estado, e se municiar de provas de que aquele depósito ou aquele pagamento foi efetuado, principalmente para pessoas jurídicas. Dificilmente um hospital ou um banco irá requisitar um depósito em nome de pessoa física", explicou Iratan Vilas Boas, diretor de fiscalização do Procon. G1 

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