sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Greve faz com que combustíveis acabem em postos de Salvador e no interior

Os postos de combustíveis de Salvador já estão sentindo os efeitos da greve dos trabalhadores da BR Distribuidora nesta sexta-feira (19). Segundo o presidente do Sindicombustíveis (Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energias Alternativas e Lojas de Conveniência do Estado da Bahia), José Augusto Melo Costa, já falta gasolina na maioria dos postos da Petróbras em Salvador e em diversos estabelecimentos do interior.

O presidente explicou que a greve tem relação direta apenas com os postos com bandeira da Petrobras. Contudo, os carros que costumavam abastecer nesses locais vão para a concorrência e esse aumento na demanda também pode ocasionar a falta de gasolina até a reposição.

De acordo com o coordenador geral do Sindipetro (Sindicato dos Petroleiros da Bahia), Dayvid Bacelar, a greve começou na segunda-feira (15) e tem término previsto para essa sexta-feira (19). Além da Bahia, trabalhadores de outros nove Estados se reúnem ao movimento, que teve inicio após anúncio de que 51% da petroleira podiam ser vendidos para a iniciativa privada.

Dayvid informou que todos os trâmites legais para começar a greve foram tomados, como o envio de um ofício avisando que haveriam paralisações com mais de 72 horas de antecedência. Esse documento foi enviado no dia 11 de agosto e, segundo ele, até o momento, a diretoria da BR Distribuidora não formalizou nenhuma proposta ou realizou negociações.

Caso essa proposta de venda da estatal continue sendo mantida, o coordenador avisa que novas greves podem acontecer em setembro, envolvendo toda a categoria, desde as pessoas que trabalham nas plataformas de petróleo até os postos de gasolina. Segundo ele, a proposta prejudica toda a população brasileira.

— Se a iniciativa privada assumir, os preços irão subir, porque as empresas estarão interessadas nos lucros e dividendos. Além disso, a BR é a única empresa que se preocupa em distribuir pelo território nacional, tem postos no Pará, no Acre, no interior do nordeste. Os postos privados só se interessam pelos grandes centros, a estatal que leva para o interior. R7

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