terça-feira, 9 de agosto de 2016

Ipac realiza levantamento de patrimônio cultural no baixo sul da Bahia

Desta segunda-feira (8) até o dia 13 de agosto, a equipe multidisciplinar do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) percorre os municípios de Cairu, Ituberá, Igrapiúna, Camamu e Maraú, no baixo sul baiano. A ideia é catalogar e orientar as populações locais acerca das demandas sobre cultura, patrimônio material e imaterial, além de educação patrimonial.

A ação resulta de termo de cooperação técnica com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia (Ides). Criado em 1997, a entidade é uma associação de direito privado sem fins lucrativos, que tem parcerias do governo estadual, associações comunitárias locais, universidades, prefeituras municipais e câmaras de vereadores, entre outros representantes da sociedade civil organizada.

“Faremos levantamento dos bens culturais materiais, imateriais e naturais das localidades, além de atualizar o Inventário para Proteção do Acervo Cultural da Bahia (Ipac-SIC)”, explica o diretor de Preservação Cultural (Dipat), Roberto Pellegrino, que junto com sua equipe estará nessas cidades. Ele informa que também vão ser divulgados os Editais da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), que patrocinam projetos da área de patrimônio através de financiamento do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA).

Segundo o diretor-geral do Ipac, João Carlos de Oliveira, essa é mais uma ação fundamental para a política pública que beneficia os bens culturais baianos. “As comunidades locais devem identificar os seus mais importantes patrimônios e, juntamente com as prefeituras e câmaras municipais, desenvolver políticas de proteção aos bens culturais, criando leis, conselhos e itens de salvaguardas, [além da] possibilidade de conseguir recursos via Editais/Secult”. 

Ao serem reconhecidos e protegidos oficialmente pelo Município, Estado ou União, os bens culturais passam a ter prioridade nas linhas brasileiras de financiamento público e até nas internacionais. “Os proprietários ou responsáveis desses bens podem aplicar os recursos em reformas, restaurações de bens materiais e em atividades de dinamização de bens imateriais, como festas e manifestações culturais”, diz o diretor-geral do Ipac.

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