quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Jovem é rejeitado por adolescente, mata ela e amiga que desconfiou do crime no Paraná

A polícia do Paraná apreendeu um jovem de 17 anos que confessou ter matado uma adolescente por quem tinha uma paixão e a amiga dela. De acordo com o jornal 'Extra', os crimes aconteceram na comunidade rural de Linha do Encantilado, no interior do estado e a apreensão aconteceu na terça-feira (23).

Segundo os investigadores, o adolescente era apaixonado por Camile Loures das Chagas, 13 anos, mas era humilhado por ela, que sempre o rejeitava. A menina desapareceu em dezembro do ano passado. A amiga dela, Solange Roseli Vitek, de 17 anos, desapareceu em abril deste ano.

Durante meses, o caso foi investigado, mas o paradeiro das meninas não foi descoberto. No último dia 8 de junho, porém, um agricultor encontrou os restos mortais de Solange. A polícia foi acionada e, no dia 12 de agosto, a ossada de Camile também foi encontrada. 

Após encontrar a ossada das duas jovens, a polícia decidiu retomar os depoimentos sobre o caso. Na terça-feira, o adolescente de 17 anos, que é agricultor, foi chamada a delegacia para depor. Porém, o delegado Douglas Carlos de Possebon, responsável pelo caso, desconfiou das contradições no depoimento dele e pressionou o jovem, que acabou confessando o crime.

"De acordo com a confissão, o primeiro homicídio teria sido cometido porque ele gostava da menina, era humilhado por ela e já fazia um tempo que planejava matá-la. A segunda menina foi morta por tê-lo acusado de envolvimento no desaparecimento da amiga”, explicou o delegado. Ele contou que matou as duas meninas asfixiadas e afirmou não ter abusado sexualmente nenhuma delas. O rapaz será encaminhado para um Centro de Integração Social (CIS), onde ficará apreendido.

Linhas de investigação

Antes dos restos mortais de Camile e Solange aparecerem, a polícia trabalhava com várias linhas de investigação sobre o caso. Os investigadores chegaram a cogitar que as meninas tivessem sido levadas para trabalhar em uma rede de prostituição em São Paulo. Houve ainda o medo que elas tivessem sido sequestradas.

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