quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Traficantes que disputam pontos em Camaçari foram aliados até 2015

Os traficantes Claudomiro Santos Rocha Filho, o Nicão, e Marivan Elias da Silva, o Quila, que estão em guerra pelo comando do tráfico de drogas em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, foram aliados até o ano passado. Segundo a titular da Delegacia de Homicídios da cidade, Maria Tereza Silva, o conflito entre os dois começou há cerca de um ano, quando eles começaram a disputar a liderança do tráfico de drogas no município.



Natural de Salvador, Nicão chegou em Camaçari entre 2013 e 2014. Na época, o traficante era integrante da Facção Caveira, mesmo grupo criminoso em que Quila atuava. "Quila é filho de Camaçari e começou a se envolver com o tráfico de drogas muito jovem. Os dois foram aliados até o final de 2015, quando houve um racha dentro do grupo por conta da disputa pelo comando do tráfico", contou a delegada.

A quadrilha liderada por Nicão deixou de se intitular Caveira e passou a se autodenominar Bonde do Maluco (BDM). Desde então, os dois traficantes estão em guerra pelo domínio do tráfico. O conflito resultou na morte de três adolescentes no sábado (26) e em, pelo menos, outros cinco assassinatos no município.


Segundo a assessoria da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Nicão atua também no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, e é responsável por, pelo menos, 18 assassinatos confirmados até o momento. Ele foi preso no dia 13 de agosto, no apartamento da advogada e namorada dele, Rebeca Cistine Gonçalves dos Santos. Ela foi presa na tarde desta terça-feira (30) e indiciada por tráfico de drogas, associação ao tráfico e lavagem de dinheiro.

A assessoria da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) informou que Nicão está preso no no Centro de Observação Penal (COP), no Complexo Penitenciário da Mata Escura.

Quila é integrante do Baralho do Crime - ferramenta da SSP que lista os principais criminosos da Bahia - e ainda está sendo procurado pela polícia. Quem tiver informações sobre o suspeito pode ajudar a polícia entrando em contato pelo Disque Denúncia (71) 3235-0000, para Salvador e Região Metropolitana, ou 181, para quem estiver no interior. Correio24h

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