segunda-feira, 29 de agosto de 2016

“Um bicho não faria isso”, desabafa avó sobre mãe acusada de mandar matar o próprio filho

“Eu não vou dizer que ela é um bicho, porque um bicho não faria isso. O bicho protege seus filhos, suas crias. Ela é pior de que um bicho”, desabafa Tereza de Cássia, avó paterna de Carlos Henrique Maia Moura Santos, que foi sequestrado e assassinado em Camaçari, na RMS (região metropolitana de Salvador).

Tereza de Cássia parece não acreditar em tamanha crueldade e lembra com saudade da última vez que viu a criança, que teria sido morta a mando da própria mãe, Alexandra Moura da Silva, de 26 anos.

— Ela veio buscar ele, eu não queria que ela levasse. Aí, a gente conversando, eu disse para Alexandra: "eu nem quero que Henrique vá pra lá". Aí ele veio e me deu um abraço e disse: "eu vou, mas eu volto, viu vó? Não fique triste, não. Eu volto pra gente comprar meu violão".

A avó não sabia, mas dezembro de 2014 seria a última vez que ela veria o neto com vida. Ele foi para a casa da mãe passar o Ano Novo, mas desapareceu enquanto brincava com amigos na rua. Dois dias depois, o menino foi encontrado boiando em um córrego na localidade conhecida como Pinho. Carlinhos apresentava marcas na cabeça e diversos arranhões pelo corpo. O local onde o corpo foi localizado é de mata fechada e acesso difícil.

A avó ficou sabendo do envolvimento da mãe do menino no assassinato pela imprensa. Transtornada com a notícia, ela não queria acreditar que a mulher que morou na casa dela e, foi tratada com todo o carinho, mandou matar o próprio filho.

— Foi uma surpresa pra mim, porque eu pensava ser todo mundo. Todo mundo ali eu desconfiava, até da mãe dela eu desconfiava. Eu desconfiava da mãe dela, mas ela não. Eu jamais desconfiei dela. Eu não tenho uma palavra pra jogar em cima dela, porque foi cinismo dela. Ela foi fria, calculista.


A idosa confessou que seus filhos já desconfiavam do envolvimento de Alexandra no sequestro e assassinato do garoto, mas a mulher não acreditava nas acusações.

— Se não fosse a delegada... A doutora Tereza que falasse ali, eu não acreditaria, porque não dá pra acreditar que uma mãe pode fazer uma crueldade dessa com o filho.

A avó de Carlinhos foi dura ao criticar a postura da mãe do menino durante a investigação do caso, pois ela demonstrou frieza ao fazer “aquele teatro todinho”.

— Isso não é uma mãe, porque uma mãe é pra proteger. Uma mãe é pra proteger o filho, não pra fazer o que ela fez. E ela nunca teve carinho por ele, o negócio dela era só o dinheiro. O medo de perder o dinheiro da pensão que ela recebia de meu filho.


A polícia informou que Alexandra está sendo procurada, após ser identificada como mandante do assassinato do próprio filho.

Alexandra está foragida e é procurada pela polícia
O ex-namorado da avó materna do menino, José Nilton Pereira da Silva, de 35 anos, já está preso por ter executado Carlinhos. Na delegacia, ao ser interrogado, confessou que afogou o menino, após Alexandra ter prometido uma noite de amor a ele.

Segundo a titular da DH (Delegacia Homicídios) de Camaçari, delegada Maria Tereza, o homem já era suspeito do crime quando foi preso em flagrante por tráfico de drogas, na segunda-feira (8).

A delegada informou ainda que, segundo Nilton, Alexandra tinha medo que o menino contasse para a avó paterna que a mãe tinha planos de participar de um assalto a banco e que vendia drogas. Era a avó que cuidava da criança.

Existe ainda a suspeita de que a mãe estaria usando o menino para levar e trazer drogas. Alexandra está foragida desde a terça (16), quando foi decretada a sua prisão temporária. R7

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