quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Baiano faz paródia da carta de Gregorio Duvivier e brinca com Neymar e Marquezine

A carta do ator Gregorio Duvivier em homenagem a Clarice Falcão, publicada em sua coluna, no jornal Folha de S. Paulo, fez sucesso e se tornou um dos assuntos mais comentados da internet na segunda-feira (12). 

Como era de se esperar, os internautas ficaram com opiniões divididas. Alguns defendem a atitude e dizem que foi um ato de romantismo. Outros consideraram o texto invasivo e prejudicial pelo excesso de exposição de Clarice.

Aproveitando a polêmica, o estudante baiano Levy Teles criou uma paródia da carta e, para torná-la ainda mais engraçada, Levy utilizou o ex-casal Bruna Marquezine e Neymar como foco do texto. 

"Quando as meninas se jogavam no chão, ela ficava no alto. Quando iam pra ponta dos pés, ela fazia o quadradinho. Quando se atiravam pro lado, trombavam com ela que se lançava pro lado oposto. Os olhos, sempre imensos e castanhos, deixavam claro que ela não fazia ideia do que estava fazendo. Foi paixão à primeira vista. Só pra mim, acho".

"Passamos algumas madrugadas conversando no MSN ao som de Raça Negra e Ara Ketu. De lá, migramos pro Orkut. Do Orkut pro inbox, do inbox pro zap zap", começou ele.

A versão fictícia da carta fez sucesso e alcançou mais de 7 mil curtidas e quase 2 mil compartilhamentos no Facebook. O site Buzzfeed também publicou o texto de Levy Teles, deixando o garoto bastante feliz com o inesperado sucesso. 

Leia a carta na íntegra:


"Desculpe o transtorno, preciso falar de Bruna
NEYMAR DOS SANTOS JR. para FOLHA

Conheci ela no pagode. Essa frase pode parecer romântica se você imaginar alguém tocando Péricles num subsolo esfumaçado de Rio de Janeiro. Mas o pagode em questão era aquela aula de dança que todas as garotas faziam nos anos 2010 –onde ouvia-se tudo menos pagode. Ela fazia pagode. Minha irmã fazia pagode. Eu não fazia pagode mas ia buscar minha irmã no pagode. Ela estava lá. Dançando. Nunca vou me esquecer: a música era "Ousadia e Alegria", do Thiaguinho.

Quando as meninas se jogavam no chão, ela ficava no alto. Quando iam pra ponta dos pés, ela fazia o quadradinho. Quando se atiravam pro lado, trombavam com ela que se lançava pro lado oposto. Os olhos, sempre imensos e castanhos, deixavam claro que ela não fazia ideia do que estava fazendo. Foi paixão à primeira vista. Só pra mim, acho.

Passamos algumas madrugadas conversando no MSN ao som de Raça Negra e Ara Ketu. De lá, migramos pro Orkut. Do Orkut pro inbox, do inbox pro zap zap.

Começamos a namorar quando ela tinha 20 e eu 23, mas parecia que a vida começava ali. Vimos todas as novelas. Algumas várias vezes. Fizemos todas as receitas existentes de #lanche. Queimamos algumas panelas de comida porque a conversa tava boa. Escolhemos móveis sem pesquisar se eles passavam pela porta. Gruvamos juntos altos passinhos e dibres. Fizemos uma dúzia de parças novos e junto com eles o Barcelona. Fizemos mais de 50 gols só nós dois —acabei de contar. Sofremos com os haters, rimos com os shippers. Viajamos o mundo dividindo o fone de ouvido. Das dez músicas que mais gosto, sete foi ela que me mostrou. As outras três foi ela que compôs. Aprendi o que era#partiu e também o que era #sextou, Deus eh TOP, o ousado chegou kkkk e outras palavras que o Word tá sublinhando de vermelho porque o Word não teve a sorte de ser casado com ela.

Um dia, terminamos. E não foi fácil. Choramos mais que no Brasil x Alemanha. Mais que na separação de Thiaguinho e Péricles. Até hoje, não tem um lugar que eu vá em que alguém não diga, em algum momento: cadê ela? Parece que, pra sempre, ela vai fazer falta. Se ao menos a gente tivesse tido um filho, eu penso. Levaria pra sempre ela comigo.

Essa semana, pela primeira vez, vi o vídeo que a gente fez juntos —não por acaso uma história de amor. Achei que fosse chorar tudo de novo. E o que me deu foi uma felicidade muito profunda de ter vivido um amor top D+ na vida. E de ter esse amor documentado num filme —e em tantos vídeos, músicas e crônicas. Não falta nada".

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