sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Estudo indica circulação de um tipo específico de zika em Salvador

Circula em Salvador um tipo específico do vírus da zika. O anúncio foi feito pelo pesquisador da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Gúbio Soares, pioneiro na descoberta do vírus da zika no Brasil, durante a 31ª edição da Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), realizada em Foz do Iguaçu, no Paraná.

De acordo com o pesquisador, essa variação genética não muda as características da doença e da contaminação, mas, segundo ele, é uma informação fundamental para conhecer possíveis variações nos tipos de vírus circulantes no país. “Conhecer esses agentes é o passo inicial para a formulação de vacinas”, afirmou o pesquisador. A descoberta também está na edição de outubro da revista médica Emerging Infectious Diseases.

O trabalho estudou amostras de sangue em pacientes contaminados entre abril de 2015 e janeiro de 2016, em Salvador.

Neste ano, a Bahia se destacou no cenário nacional por ter sido a unidade da federação com maior número de notificações por zika, com um total de 48.010 casos. Em seguida, vem o Rio de Janeiro, com 46.022 no mesmo período. Os dados são do boletim epidemiológico mais recente, divulgado pelo Ministério da Saúde.

Ainda segundo Gúbio, as próximas pesquisas na área deverão mostrar se há uma predominância de um tipo de vírus no Brasil ou se cada região possui variações específicas. “O potencial para infectar os humanos também será investigado, pois a ciência já sabe que entre o vírus da zika africano e o asiático existem diferenças genéticas importantes”, disse o virologista.

A pesquisa sobre as variações do vírus em Salvador possui a colaboração da Ufba; Universidade da Califórnia em São Francisco, nos EUA; Universidade de Oxford; Universidade de Washington; Instituto Evandro Chagas, no Pará; e Fundação Oswaldo Cruz e Hospital Aliança, ambos em Salvador.

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