quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Família nega que menina era apaixonada pelo professor, diz advogada

Os pais da menina de 13 anos envolvida no caso do professor Raul Rodrigues Guimarães Neto, 29 anos, suspeito de estupro de vulnerável, negaram, através de nota, que a estudante gritou no pátio da escola que era apaixonada pelo professor. Para eles, essa versão é uma "ficção nascida no ambiente escolar do Colégio Anchieta".

O posicionamento divulgado pela advogada da família, Maria Adail Santos, informa ainda que a menina tem sido hostilizada, por estudantes, com comentários que culpam a vítima e se referem à situação como um "caso de amor", quando, na verdade, se trata de um crime.

"Em face dos comentários de magnitude malévola, de afronta moral e psicológica qual vem recaindo sobre a vítima, disseminados por alguns alunos do Colégio Anchieta, através de mídias públicas e whatsapp, quais insistem em tratar os crime em apuração como 'caso de amor', recaindo sobre a vítima a maldição e culpa, quando por ausência de informações oficiais desconhecem o caráter, as astúcias delituosas, a hediondez, os propósitos e modus operandi que recai sobre o investigado", diz a nota.

Raul dava aulas até o início de junho deste ano no Colégio Anchieta, na Pituba, e era professor da garota no 8º ano. O caso veio à tona no dia 2 de junho e um inquérito policial da Delegacia Especializada em Crime Contra Criança Adolescente (Derca) concluiu pelo indiciamento do professor, por estupro de vulnerável, no final de julho.

O documento foi encaminhado ao Ministério Público, que ainda não definiu se vai denunciar o professor por um ou mais crimes relacionados à Dignidade Sexual – considerados hediondos. 

No mesmo mês, investigadores cumpriram um mandado de busca e apreensão no apartamento alugado pelo professor para os encontros com a adolescente, na Pituba. Computadores e outros materiais também foram apreendidos para perícia. Raul viajou para a Espanha no dia 27 de julho, segundo a Polícia Civil. 

A juíza responsável pelo caso comunicou à Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) que o professor está com um mandado de prisão preventiva em aberto desde o dia 19 de agosto, com validade até o dia 18 de agosto de 2036. O processo corre na 2ª Vara Especializada Criminal da Infância e Juventude, em segredo de Justiça.

De acordo com o Código Penal, relações sexuais com menores de 14 anos são consideradas estupro de vulnerável - mesmo nos casos em que a vítima diz ter consentido o ato. A pena é de 8 a 15 anos de reclusão. 

Segundo alunos e familiares, o professor e a aluna mantinham encontros íntimos havia oito meses, quando a família da adolescente denunciou o caso à polícia. Raul é casado há pelo menos dois anos com uma jornalista romena.

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