quarta-feira, 21 de setembro de 2016

'Sinto muito por perder um filho sem saber o porquê', diz pai de adolescente morto em Salvador

"Eu sinto muito por perder um filho com essa idade sem saber o porquê", diz o artista circense Eduardo Andrade Gonçalves, 41 anos, pai do adolescente Lucas Souza Guilhermino Gonçalves, 17, morto na noite de terça-feira (20), na Avenida Presidente Costa e Silva, no Tororó. A vítima estava na companhia Leonardo Silva Cavalcante, 18, que também foi assassinado.
A família do adolescente está no Departamento de Polícia Técnica (DPT), aguardando a liberação do corpo. A mãe de Lucas estava muito abalada e gritava o tempo inteiro: "Luquinhas foi embora". De acordo com familiares, o corpo de Lucas será enterrado 16h, no cemitério Quinta dos Lázaros. 

Segundo informações da Central de Polícia, a mãe do adolescente teria informado que ele pertencia a uma facção. Já a Polícia Militar informou, em nota, que populares contaram que a vítima estaria usando maconha com mais duas pessoas, quando homens armados disparam contra ele e fugiram em seguida.

"Meu filho não tinha envolvimento com tráfico de drogas de maneira nenhuma, isso é mentira, uma invenção. Não falei com a polícia, não tinha nem condições. Tomarei minhas providências", disse a mãe de Lucas, que não quis se identificar, e chorava muito.

Segundo a família, o adolescente tinha saído de casa, na Gamboa, no início da noite de ontem, para jogar bola em uma quadra que fica na região do Dique do Tororó. O pai conta que o adolescente morava com a mãe há 14 anos, desde que o casal se separou, e que a última vez que encontrou com o filho foi há seis meses. A família informou ainda que ele estudava e fazia aulas de capoeira.

"Estava ontem no hospital, acompanhando a minha mãe, que sofreu um AVC, quando recebi a notícia. A gente tenta entender, mas não entende. Às vezes, a pessoa está na hora errada, no lugar errado, e morre sem ter nada a ver", contou o pai da vítima. Lucas era o único filho dele.


Uma tia materna do adolescente, que preferiu não se identificar, informou que Lucas era um menino tranquilo, querido por todos. "Minha irmã disse que ele saiu de casa alegre, dizendo que ia jogar bola, que era uma coisa que ele gostava muito de fazer".

A versão do crime, que foi contada à família, é de que o adolescente caminhava com um grupo na avenida, quando um carro preto parou e de dentro do veículo foram efetuados disparos a esmo. 

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