segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Aposentado na BA cria galinhas de raça que produzem 280 ovos por ano

O aposentado e criador de aves Magdo Bonfim, morador de Camaçari, na região metropolitana de Salvador, possui galinhas caipiras diferentes das comuns. Isso porque elas são de raça, com genética importada, desenvolvida nos Estados Unidos e que começaram a chegar ao Brasil há mais de cem anos. Segundo Bonfim, elas atingem 2,2kg em até 75 dias, além de ter a capacidade para produzir até 280 ovos em 12 meses, enquanto as caipiras comuns põem entre 70 e 80 unidades por ano. "O negócio parece que está dando certo. Eu pretendo chegar a mil ovos por dia", disse.

Pintinhos de raça em sítio de Camaçari, na Bahia (Foto: Imagem/TV Bahia)Magno tem em seu sítio mais de 100 aves caipiras especiais. Para manter a alta produtividade e o bem estar animal, ele preparou instalações especiais para as aves. Construiu dormitórios e áreas externas, chamadas de piquetes, exclusivas para cada raça.

"O galpão foi escolhido estrategicamente de leste a oeste, para que a incidência do sol não seja muito alta, escolhi o local com plantação de árvores para que forneça sombra. Para cada dormitório, ela tem um piquete, para que quando ela se alimente durante a manhã, vá para seus piquetes e faça sua alimentação com gramíneas ou outro complemento alimentar. Não existe nenhuma produção com sucesso de um plantel se você não pensar no bem estar animal", explicou Magno.

A ração balanceada é o principal alimento, mas as aves também se alimentam de capim e frutas. A alimentação verde aumenta o valor nutritivo e diminui o custo com ração em até 30%.

Galinha caipira de raça criana na Bahia (Foto: Imagem/TV Bahia)Aves especiais
Por serem importadas, as galinhas caipiras de raça têm nomes em inglês, como "Rhode Island Red", "New Hampshire" e "Plymouth Rock" - também conhecida como "Rock Barrada". Elas são aves que chamam a atenção pelo porte e pela textura e brilho da plumagem.

Para chegar na Bahia, os ovos são enviados através dos correios, dentro de um isopor. Primeiro os ovos galados, férteis, são colocados em incubadoras, uma "chocadeira" que mantém a temperatura ideal e faz a viragem automática dos ovos nas horas programadas.

Depois de sete dias dentro da incubadora, Magno pega cada ovo e coloca em cima de uma luz, para fazer a "ovoscopia", que segundo o criador faz a confirmação ou não da fertilidade do ovo.

Os ovos ficam dentro da incubadora por três semanas. Exatamente no 21° dia, eles começam a nascer. De lá, os pintinhos são levados para a "maternidade", onde continuam sendo aquecidos através da luz.

"Eles ficam no local até o 28° dia e, a partir daí, são deslocados até os piquetes, onde é dada uma alimentação verde, para fazer a complementação da alimentação", explica Magno.

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