quinta-feira, 6 de outubro de 2016

As chuvas e a esperança de dias melhores em Itabuna


Chuva, chuva, chuva. Nunca foi tão bom ouvir esse barulhinho cair no telhado das casas. Olhar pela janela e ver a terra molhada. Realmente, os itabunenses estão vivendo dias de esperança. Há muito não se via o Rio Cachoeira, outrora tão castigado pela seca, passar por cima da barragem do centro da cidade.   

Sinal de que os especialistas estavam certos quando previram o retorno das chuvas entre setembro e outubro.  Só para se ter ideia, do mês passado para cá choveu entre 60 e 70 milímetros, somente em Itabuna. E a previsão é de mais chuvas nos próximos dias, o que são muito bem vindas, diante da pior estiagem dos últimos 70 anos.
As chuvas também contribuíram para a redução do mau cheiro no rio, “celeiro” de esgoto e lixo. Outro benefício está no consumo. Como a água distribuída pela Emasa continua imprópria para a ingestão, muita gente está aproveitando a água da chuva para beber e cozinhar. Não precisa andar muito para encontrar casas com encanações diretas, ligando a calha ao tanque.

Situação ainda preocupa
Por outro lado, as chuvas ainda não são suficientes para resolver o problema do abastecimento de água em Itabuna.

E para piorar a situação em alguns bairros, há dez dias que os tanques comunitários não são abastecidos por carros pipas. “Suspendemos o serviço porque para a gente dar seguimento ao programa é preciso o governo publicar o convênio. Eu não posso botar para rodar 50 pipeiros nessa situação. Quem vai arcar com isso? A gente não tem condições”, esclareceu Roberto Avelino, coordenador municipal da Defesa Civil.

Em nota, a Sudec (Superintendência de Proteção e Defesa Civil) informou que técnicos estão avaliando as chuvas que estão caindo em Itabuna nos últimos dias. Se não forem suficientes para melhorar a situação dos rios e do abastecimento, outro convênio de ajuda ao município será fechado.

Também em nota à TV Santa Cruz, a Emasa disse que o racionamento de água continua em Itabuna e que apenas mudou o intervalo das distribuições, que caiu de 30 para 25 dias.

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