quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Bancários encerram greve na Bahia; Caixa Econômica continua paralisada

Os bancários da Bahia decidiram, em assembleia nesta quinta-feira (6), encerrar a greve nacional iniciada há um mês, em 6 de setembro. Segundo informações do Sindicato dos Bancários da Bahia, apenas os trabalhadores da Caixa Econômica Federal decidiram permanecer em greve. Com o fim da paralisação, todas as agências, com a exceção da Caixa, voltam a funcionar já nesta sexta-feira (7).

A assembleia foi realizada na sede do sindicato, localizada na Ladeira dos Aflitos, em Salvador. De acordo com Augusto Vasconcelos, presidente do sindicato, particparam do encontro cerca de dois mil bancários.

Vasconcelos expicou que os empregados da Caixa Econômica decidiram por maioria a permanência da greve, com o intuito de melhorar a proposta da Fenaban e a proposta específica da Caixa.

A Fenabanapresentou sua proposta em São Paulo, na última quarta (5), e prevê reajuste de 8% para 2016 mais abono de R$ 3.500,00. Há também 15% de reajuste no vale-alimentação, 10% no vale-refeição e 10% no auxílio-creche e babá.

Nesta quinta, a greve dos bancários completou um mês, com mais de mil, das 1.232 agências, fechadas na Bahia. O dado foi divulgado pelo Sindicato dos Bancários do Estado, que calculou adesão de mais de 80% das unidades.

A greve já é mais longa do que a realizada pelos bancários no ano passado, que durou 21 dias. Segundo a Contraf-CUT, a greve mais longa da categoria na história foi em 1951 e durou 69 dias. Nos últimos anos, a mais longa foi a de 2004, com 30 dias.

Negociações
Os bancários pediam a reposição da inflação do período mais 5% de aumento real (totalizando 14,78% de reajuste), valorização do piso salarial - no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho) e PLR de três salários mais R$ 8.317,90.

Antes do início da greve, no dia 29 de agosto, os bancos propuseram reajuste de 6,5%. Novas propostas foram apresentadas nos dias 9 e 28 de setembro, de reajuste de 7%. Todas foram rejeitadas pelos bancários, que decidiram manter a greve por tempo indeterminado.

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