sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Dólar opera em alta nesta sexta diante de noticiário político

O dólar reduziu o ritmo de alta, após ter subido quase 2% ante o real no início dos negócios desta sexta-feira (25), diante do noticiário político depois que o presidente Michel Temer foi citado em depoimento à Policia Federal pelo ex-ministro Marcelo Calero, no caso que envolve o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima.

Às 13h19, a moeda norte-americana subia 0,71%, cotada a R$ 3,4179, depois de bater R$ 3,4694 na máxima do dia, com valorização de 2,22%. Veja a cotação.

O ritmo de alta caiu após Geddel pedir demissão do cargo e Temer aceitar o pedido.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h09, alta de 0,919%, a R$ 3,4251
Às 9h30, alta de 1,59%, a R$ 3,448
Às 9h39, alta de 1,98%, a R$ 3,461
Às 10h19, alta de 1,27%, a R$ 3,437
Às 10h39, alta de 0,95%, a R$ 3,4264
Às 11h09, alta de 1,05%, a R$ 3,4296
Às 11h49, alta de 1,05%, a R$ 3,4296
Às 12h20, alta de 0,95%, a R$ 3,419


"Está havendo uma crise política que, caso se alastre, vai dificultar a aprovação de reformas, o que pega no mercado", comentou o operador da Ouro Minas Corretora, Maurício Gaioti.

Caso Geddel
O ex-ministro da Cultura Marcelo Calero afirmou em depoimento à Polícia Federal que Temer o pressionou para encontrar uma "saída" para o caso de uma obra de interesse do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, ampliando uma crise que inicialmente se restringia a Geddel e agora ameaça respingar no presidente.

Nesta manhã, Geddel pediu demissão, citando sofrimento da família e "limite da dor".

A arrancada desta manhã levou o dólar para perto de R$ 3,47, nível considerado perigoso pelos profissionais do mercado e que pode levar o Banco Central a atuar ainda neste pregão, segundo a Reuters.

Atuação do BC
No último dia 11, quando o dólar encostou em R$ 3,40, o BC fez dois leilões de swaps tradicionais - equivalente à venda futura de moeda - tanto para rolagem quando para colocar novos contratos no mercado.

O BC esteve fora nos últimos dois pregões e tem avisado que atua para corrigir distorções do mercado, estouro da volatilidade.

A delação premiada de executivos da Odebrecht também era citada nas mesas de operação como foco de preocupação.

Com o local dominando as atenções, o cenário exterior acabou ficando em segundo plano. O dólar cedia ante uma cesta de divisas.

Na véspera, os mercados norte-americanos estiveram fechados pelo feriado do Dia de Ação de Graças e, neste pregão, fecham mais cedo, o que deve limitar a liquidez em outras praças.

Véspera
Na quinta-feira, a moeda dos EUA fechou praticamente estável, em queda de 0,003%, vendida a R$ 3,3939.

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