domingo, 27 de novembro de 2016

Italiana morta na Bahia teria negado beijo a assassino

Pamela Canzonieri, a italiana de 39 anos assassinada em Morro de São Paulo, na Bahia, teria sido morta após ter se recusado a dar um beijo em seu algoz, Antônio Patrício dos Santos, mais conhecido como Fabrício.

A informação foi divulgada pela imprensa de Ragusa, cidade natal da vítima e cuja promotoria também apura o caso na Itália. Aos investigadores brasileiros, Antônio teria dito que se encontrou com Pamela na rua e a acompanhou até em casa - os dois moravam perto um do outro. Dentro da residência, teria ficado furioso ao não conseguir beijá-la e a esganou. Morte foi causada por asfixia no pescoço

Procurada pela agência de notícias Ansa, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia afirmou que não há, até o momento, nenhuma informação sobre isso. Segundo a autópsia, a causa da morte foi asfixia causada no pescoço com as mãos. Patrício dos Santos foi preso na última quarta-feira, 23, e confessou o crime um dia depois. No entanto, ele alega não se lembrar de detalhes do episódio pois estava sob efeito de cocaína.

Fabrício tem passagens pela polícia por associação ao tráfico de drogas e já foi visto vendendo entorpecentes. A notícia de que o assassinato de Pamela teria ocorrido por causa de um beijo chega na mesma data em que se celebra o Dia de Combate à Violência contra a Mulher, um problema em comum entre Brasil e Itália.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (Istat), cerca de 7 milhões de italianas dizem já ter sofrido alguma forma de abuso verbal ou físico. Além disso, de acordo com a Polícia, 100 feminicídios já foram registrados na Itália em 2016.

No Brasil, a situação não é diferente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que uma mulher é abusada sexualmente no país a cada 11 minutos. O caso de Pamela, uma italiana que trabalhava como garçonete em Morro de São Paulo, uniu essas duas realidades.

No momento, seu corpo está em Salvador, onde ainda aguarda a repatriação. A viagem para a Itália devia ter ocorrido nesta sexta-feira, mas acabou adiada, assim como seu funeral, que será em Ragusa, na Itália.

3 comentários:

  1. Um safado nóia desses, se realmente matou a mulher por causa disso merece morrer!

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  2. Farei uma suposição, por que sou usuário de maconha e as vezes na busca de meu fumo acabo me batendo com criaturas que só de chegar perto da para sentir o espirito de ignorância e violência. É uma suposição, não é uma acusação, não é um fato, não é uma verdade nem é uma mentira, apenas uma suposição. Vamos começar com uma pergunta: porque uma garota, estrangeira (sito estrangeira porque acredito que tratamos melhor os visitantes estrangeiros do que os nativos do país), de boa aparência, que se relacionava com pessoas de classe media(observei fotos no facebook dela), escolheria morar em morro? A resposta para mim é: porque é um dos poucos locais do pais que a repressão ao tráfico não é dura e constante, o que permite ao usuário ter uma vida mais tranquila, sem ficar na paranoia constante de que será enquadrado por um policial, mais contudo e ao mesmo tempo também vira reduto de marginais, que em alguns casos não possuem em seu curriculo do crime apenas a função de traficante, como foi o caso do algoz desta garota.
    Caros senhores e senhoras brasileiros, a legalização do consumo e do comercio dos atuais ilícitos protegerá os usuário não-criminosos do convívio com indivíduos perigosos, assim como qualquer um compra um maço de cigarro na barraca de jornal ou compra uma cerveja em um mercado ou mercearia. Se vocês não tem um usuário na família, pensem na milhares de famílias que tem algum.
    Vamos dá um basta ao crime de tráfico.

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  3. Só falta agora os imbecis diserem
    que a vitima é que é a culpada.
    Eu tô para ver uma sociedade medíocre
    como a nossa, que ao invés de culpar o
    suposto culpado quer culpar o suposto/a
    vítima.

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