quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Justiça nega pedido de adiamento do Enem 2016

A Justiça Federal no Ceará negou nesta quinta-feira (3) o pedido do procurador da República, Oscar Costa Filho, do Ministério Público Federal (MPF) no Ceará de adiar a realização das provas do Enem, neste fim de semana, dias 5 e 6 de novembro.

O pedido de adiamento do exame foi protocolado nesta quarta-feira (2) pelo procurador Oscar Costa Filho, após o Ministério da Educação (MEC) adiar a prova de cerca de 191 mil candidatos que fariam o exame em locais onde estão ocupados em protesto contra medidas do governo federal. A prova para esses candidatos foi adiado para os dias 3 e 4 de dezembro.

O procurador argumentou que há prejuízo à isonomia do exame, uma vez que seriam aplicadas provas e temas de redação diferentes para aqueles que forem fazer a prova apenas em dezembro. 

Em defesa da manutenção do Enem, a Advocacia-Geral da União (AGU) argumentou que o adiamento nacional custaria R$ 776 milhões aos cofres públicos. Segundo o MEC, o adiamento de parte dos candidatos custará cerca de R$ 12 milhões.

De acordo com a AGU, como um número elevado de provas teria que ser corrigido em um curto período de tempo, o adiamento certamente também prejudicaria o acesso dos estudantes ao ensino superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), bem como o cronograma do ano letivo das universidades que utilizam o Enem. 

Dessa forma, o Enem está mantido para este final de semana e adiado apenas para aqueles que fariam as provas em locais ocupados pelo movimento estudantil.

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