segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Sobrinha-neta de Sarney foi morta por asfixia, diz polícia

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirma que a sobrinha-neta do ex-presidente da República e senador José Sarney, Mariana Menezes de Araújo Costa Pinto, foi vítima de uma tentativa de estrangulamento e morreu por asfixia na noite de domingo (13) em seu apartamento no bairro Turu, em São Luís. Segundo a polícia, Mariana sofreu estrangulamento e foi sufocada pelo suspeito com a ajuda de um travesseiro.

Segundo informações do delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Lawrence Melo, a investigação aponta o cunhado da vítima, Lucas Leite Ribeiro Porto, de 37 anos, casado com a irmã de Mariana, como o principal suspeito e está preso no Centro de Triagem do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. O advogado de defesa nega as acusações.

Lawrence acrescenta que o próximo passo da investigação é tentar descobrir a motivação do crime. “A investigação vai precisar que ela tenha continuidade, inclusive, para se esclarecer posteriormente a motivação desse fato. Posso afirmar com precisão já que houve sim um homicídio; que a causa da morte foi inicialmente uma tentativa de esganadura, mas possivelmente uma sufocação e isso corrobora com provas testemunhais, considerando que a pessoa que encontrou a vítima disse que ela estava despida na cama de seu quarto com o travesseiro sobre o seu rosto. 

Outras evidências apontam Lucas como sendo a única pessoa que esteve na companhia da vítima no período que é apontado como o momento de sua morte”, revelou o delegado-geral.

Ainda conforme Lawrence Melo, imagens do circuito interno do condomínio também estão sendo utilizadas na investigação e, de acordo com ele as imagens demonstram o suspeito bastante nervoso, o que leva crer para a polícia a sua participação na morte de Mariana.

“Câmeras que são localizadas na residência da vítima, no condomínio onde ela morava, apontam isso, mostram o seu Lucas chegando e posteriormente descendo do nono andar pelas as escadas. Ele não utiliza o elevador. Ele desce correndo e está com uma aparência de estar transtornado com algum evento grave que teria acontecido. Ao chegar no térreo ele passa a mão no rosto, faz uma ligação. Essa ligação posteriormente ele nega.

O delegado diz também que o suspeito tentou apagar evidências de sua possível participação na morte de Mariana. "Ficou demonstrada é que o senhor Lucas tenta apagar diversas evidências que tanto colocam ele no local do crime como, por exemplo, ele apagou registros do celular, ele se desfez das roupas que ele utilizava no momento em que ele visita o apartamento da vítima e se negou a entregar as imagens do condomínio no qual ele é sindico, no qual ele reside para que se fique demonstrado o horário em que ele chega nesse condomínio. O fato é que a investigação aponta que ele não foi diretamente para o seu apartamento. Ele foi para a sauna do condomínio onde ele reside como se tentasse limpar e apagar, mais uma vez, evidências aí que ligam ele a esse evento trágico”, contou Lawrence Melo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário