quinta-feira, 9 de março de 2017

Para Edson Rogatti e Eric Junior, corte na isenção do SUS será o fim das santas casas

Na manhã desta quinta-feira (9), representantes de entidades filantrópicas de todo país transformaram Salvador em polo nacional de debate sobre a Proposta de Emenda Constitucional nº 287, que prevê a reforma previdenciária. Dentre as mudanças, a suspensão da isenção de tributos ao SUS motivou a realização do evento no Hotel Fiesta, no Itaigara, o que preocupa todos os gestores das instituições, inclusive Dr. Eric Ettinger Junior, provedor da Santa Casa de Itabuna.

Segundo justificativa do relator e deputado federal Arthur Maia (PPS-BA), o benefício para as entidades gera uma perda anual de R$ 12 bilhões ao erário e, em alguns casos, favorece instituições com interesses políticos.

Para o presidente da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas, Edson Rogatti, a reinvindicação não é contrária à reforma da Previdência, mas busca a valorização do setor. "Se for tirada a isenção previdenciária das santas casas, que passa de 51% de atendimento do SUS, será o fim. Muitas vão fechar e alguma coisa tem que ser feita, porque quem vai perder é o usuário do Sistema Único de Saúde. Acho que o governo ou o relator vão ter que usar de bom-senso na isenção previdenciária das santas casas e hospitais filantrópicos", observou.

Para Eric Junior, que também esteve presente, a discussão e problemas gerados em torno do subfinanciamento do SUS já são imensos, e tal medida só viria a prejudicar ainda mais a situação atual das santas casas, inclusive a de Itabuna. “Vivemos diariamente no limite das contas, se isso de fato ocorrer, sinceramente não sei o que será da instituição”, completa.

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