segunda-feira, 6 de março de 2017

Radiação do celular pode atingir partes mais profundas do cérebro de crianças, diz pesquisa

Na era da internet e das novas tecnologias, os smartphones têm conquistado cada vez mais adeptos, inclusive crianças, que estão substituindo brincadeiras tradicionais pelos modernos celulares, seja para jogos, uso de redes sociais ou até mesmo para fazer ligações. Mas o que os pais não sabem é que este ”vício” pode trazer danos à saúde dos filhos. Pelo menos é isso que pretende analisar a pesquisa Exposição das radiações decorrentes do telefone celular e efeitos na saúde de crianças e adolescentes. 

Realizado pela física baiana Denize Francisca da Silva, o estudo inédito no Brasil faz parte do pós-doutorado dela, desenvolvido em parceria com a pesquisadora Emico Okuno, do Instituto de Física Nuclear da Universidade de São Paulo (USP). Pelo mundo, pesquisas já apontam indícios de que o uso do equipamento pode causar problemas na visão, hipertensão, distúrbios do sono e danos ao cérebro. Em 2011, a Organização Mundial da Saúde classificou o celular como possivelmente cancerígeno. 

Nas crianças, pesquisadores defendem que, por terem a cabeça menor e os ossos do crânio mais finos, a radiação do celular pode atingir partes mais profundas do cérebro, o que pode gerar danos à saúde. Em crianças, a Agência Sanitária da França aponta, em pesquisa divulgada em 2016, que as ondas eletromagnéticas emitidas por celulares podem ter efeitos sobre as funções cognitivas das crianças, especialmente memória, atenção e coordenação. Leia mais>>>

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