terça-feira, 7 de março de 2017

Vídeo: Acusado de matar personal trainer em Itabuna é condenado a 18 anos de prisão


Chegou ao fim, por volta das 22h40 o julgamento de Felipe Victor no Fórum Ruy Barbosa. O réu foi condenado a 18 anos de reclusão. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (7), no Fórum Ruy Barbosa, em Itabuna, Felipe foi acusado de assassinar no dia 19 de setembro de 2014, o personal trainer Lucas Souza Dias, no interior de uma lanchonete, no bairro de Fátima, em Itabuna.

Durante todo o dia foram ouvidas várias testemunhas de acusação, dentre elas, uma de prenome Monique, que ficou nervosa e entrou em contradição diversas vezes. Em depoimento Monique disse que estava na lanchonete com o esposo no dia do crime, mas devido o nervosismo, a testemunha levantou suspeitas sobre a veracidade de seu depoimento. 

Ao ser indagada pela advogada Priscila Pitanga, sobre tanto esquecimento e pelo qual motivo a testemunha estava prestando depoimento, a depoente afirmou que não estava ali espontaneamente, e sim por que foi intimada pela justiça. Em seguida, a funcionária da lanchonete também prestou depoimento e disse não ter visto Monique na lanchonete no dia do crime. 
A ex mulher de Felipe, de prenome Camila (pivô do crime) também prestou depoimento e relatou que viveu com Felipe durante 4 anos, e que eles mantinham contato por causa da filha. Camila contou ainda, que Felipe não era uma pessoa violenta, mas que no dia em que ele viu os dois juntos (Camila e Lucas) ele bateu palmas e disse: “Que lindo casal”! A partir daí Felipe começou a mandar mensagem para Lucas dizendo que Camila mantinha relacionamento com os dois. 

No dia em que Camila mudou o status do Facebook e colocou “relacionamento sério”, Felipe ligou para Lucas e disse: “Pode comprar as flores porque você não passa de hoje”, relatou a ex companheira do acusado, na época, namorada da vítima.

Logo em seguida, foi a vez do réu prestar depoimento. Tudo o que foi dito por Camila, inclusive que ele teria visto o casal e batido palmas, foi negado por Felipe. Ele negou também, a autoria do crime.

Após 12 horas de julgamento um dos jurados passou mal e uma equipe do SAMU foi acionada. Logo após o atendimento, o júri retornou com a tréplica do advogado Marcos Bandeira. Para o promotor Rafael Pithon, não existe dúvida sobre a autoria do crime. Contudo, a defesa trabalha na tese de negativa da autoria.
O júri começou por volta das 8h. Primeiro foram ouvidas as testemunhas de acusação, depois as testemunhas de defesa, em seguida o réu foi interrogado, e ao final, houveram os debates entre Ministério Público e Defesa.

Ao final do julgamento o promotor Rafael Pithon falou sobre a satisfação e a sensação de dever cumprido. “O Ministério Público sempre acreditou que o réu era o autor do crime e o conselho de sentença entendeu da mesma forma, aplicando ao réu, 18 anos de reclusão, inicialmente em regime fechado”, disse o promotor.

Já o advogado de defesa, o doutor Marcos Bandeira, informou que vai recorrer a decisão do juiz, que segundo ele, houve manipulação das provas no inquérito policial. Ainda segundo o advogado, a mídia tem uma influência muito grande na decisão do jurados, que já condenava o réu, antes mesmo do julgamento.

O advogado defendeu a tese de negativa de autoria e também a tese alternativa de crime passional, mas não foi aceita pelo júri. Por fim, o advogado reafirmou que vai recorrer a decisão.
Durante o júri algumas testemunhas alegaram em depoimento que foram manipuladas e pressionadas pelo delegado de Polícia Civil, Marlos Macêdo. A equipe do Verdinho entrou em contato com o delegado, que informou que irá processar civil e criminalmente as três testemunhas que alegaram que ele teria as manipulado. 

Na delegacia eles afirmaram terem visto o acusado e em depoimento entraram em contradição. 

O júri foi acompanhado por parentes e familiares da vítima e do réu, bem como imprensa e população itabunense.


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