terça-feira, 4 de abril de 2017

Condenados a 1 e 4 anos de prisão, réus do "Caso Paulista" são colocados em liberdade


Terminou por volta das 21h00 o júri relacionado ao assassinato do mototaxista Wilson Ferreira da Silva, mais conhecido como Paulista, morto em dezembro de 2012.

O réu Jonathan Santos foi condenado a apenas quatro anos de prisão por ocultação de cadáver e pelo sequestro da vítima. Márcia Paranhos e Gilsara Santos Pereira foram condenadas à um ano cada uma. Os três ficarão em liberdade, uma vez que já cumpriram a pena ao serem presos na época do crime.

Familiares da vítima deixaram o Fórum Ruy Barbosa abalados com o resultado.


O Crime

Wilson Paulista, foi morto em dezembro de 2012 após ter sido levado a força por criminosos. O corpo dele só foi encontrado três dias após ele ter desaparecido.

Paulista foi levado por Márcia Messias Paranhos, de 18 anos, para o bairro Goés Calmon, em Itabuna, no dia 13 de dezembro. Ele acreditava que a jovem era uma passageira, mas ao chegar no local, três homens armados, em um veículo Uno, forçaram o mototaxista a entrar no carro e o levaram. Desde então a polícia estava investigando o caso.

Na manhã do dia 14, após divulgação de imagens de um circuito de câmeras de segurança de uma casa no Goés Calmon, a polícia chegou até Márcia e a prendeu no bairro Pedro Jerônimo. A jovem confessou ter levado Paulista para a ação popularmente conhecida como "arrasto", mas afirmava não saber o que fariam com ele. 

No mesmo dia, foi presa Maria Denise, apontada como amante de um dos acusados de terem levado e assassinado Paulista. Na época, a delegada Gildete Vitória, informou que Maria Denise foi quem teria combinado com Márcia que ela levaria o mototaxista até o ponto marcado.

O corpo de Paulista, de 53 anos, foi encontrado na manhã de um domingo em 16 de dezembro, em Buerarema. Ele foi encontrado por um trabalhador rural em uma fazenda de cacau que contou que no dia 13, durante à noite, ouviu o som de 3 tiros.

Motivação

Meses depois, um casal de irmãos, Gilsara e Jonathan, foi preso pela polícia civil suspeito de participação na morte. Na época, foi revelado que uma pessoa desconhecida havia ligado para o mototaxista Paulista pedindo que ele buscasse uma criança, que supostamente seria filha do do autor do telefonema, na escola. No colégio, foi informado à Paulista que o menino só tinha permissão para sair com familiares. Desse modo, o mototaxista foi embora, continuando as suas atividades. 

Ao chegar para buscar o filho na escola, a mãe da criança foi comunicada sobre o ocorrido, e junto com o irmão dela, eles identificaram Paulista pelas imagens de um circuito de segurança. 

Segundo Jonathan, a princípio eles levaram Paulista para arrancar informações do mototaxista sobre quem teria mandado buscar o menino nas escola. Após ser levado, Paulista não soube passar informações, pois acreditava que o telefonema teria vindo do pai do menino. Na época, Jonathan contou que um dos homens envolvidos na ação decidiu matar o mototaxista com medo de que o grupo fosse reconhecido. 

Outros suspeitos

Das pessoas sendo julgadas hoje, não estiveram presentes outros dois homens que participaram da ação. Um homem conhecido como Ivan também é réu e deveria estar presente, sendo considerado foragido. Um outro que também participou da ação e era conhecido como Gasparzinho também segue fora da prisão.

Júri de Maria Denise 


O júri da acusada Maria Denise não está acontecendo nesta terça-feira. Ele foi desmembrado e acontecerá em outra data, pois ela teve um parto recentemente. 

Errata - Jonathan foi condenado a quatro anos e não dois, como divulgado anteriormente. Foram dois anos para cada um dos dois crimes. Ele foi liberado, pois já cumpriu a pena estipulada. 

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