segunda-feira, 10 de abril de 2017

Preso por envolvimento em morte de torcedor do Bahia nega crime

Carlos Henrique de Deus, de 17 anos, morreu baleado após BA-VI
O suspeito de 25 anos preso por suspeita de envolvimento na morte do torcedor do Bahia Carlos Henrique de Deus, de 17 anos, em Salvador, negou envolvimento no crime em depoimento, segundo informou a delegada Patrícia Brito, da 3ª Delegacia de Homicídios, que apura o caso. A Polícia Civil afirmou, no entanto, que ele foi reconhecido por testemunhas e identificado por Isaías Sousa Santos, que é amigo de Carlos e que também foi baleado no ataque, mas sobreviveu.

O suspeito, Pietro Henrique Caribé Pereira, foi preso por volta das 14h desta segunda-feira (10), após policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) terem ido à casa da mãe dele, no bairro do Garcia. Segundo a polícia, Pietro é estudante de direito, motorista do Uber e segurança de uma faculdade particular da capital baiana. Ele já tem passagem por furto de veículos e chegou a ficar dez dias preso, em fevereiro desse ano, por agressão e roubo contra outro torcedor do Bahia durante uma briga.

Pietro seria apresentado à imprensa, à tarde, mas o advogado dele, Antônio Glorisman, pediu que a apresentação fosse cancelada alegando que o cliente não havia autorizado a divulgação se sua imagem. A polícia atendeu ao pedido do defensor, mas autuou o suspeito em flagrante por homicídio, por conta da morte de Carlos, e por tentativa de homicídio contra Isaías.

Caso

O crime ocorreu logo depois do final do jogo entre Bahia e Vitória, que se enfrentaram pelo Campeonato Baiano, no domingo (9), na Arena Fonte Nova. Segundo a polícia, Carlos e o amigo Isaías tinham acabado de sair do estádio, na região do Dique do Tororó, e seguiam à pé pela Avenida Vasco da Gama junto com outros torcedores do Bahia -- a torcida tricolocar foi a primeira a deixar o estádio após o jogo.

Em seguida, segundo a polícia, dois ônibus da torcida "Os Imbatíveis", do Vitória, e dois carros de passeio acompanharam os torcedores do Bahia e os cercaram perto de um posto de combustível. Conforme a investigação, Pietro estava em um dos carros com outras quatro pessoas.

"Não foi algo marcado anteriormente. A vítima e o suspeito não tinham nenhuma rixa por conta de alguma situação anterior. O que houve foi o encontro entre esses torcedores, após o jogo, e o confronto que terminou com um morto e outro baleado. Ficamos sabendo que uma menina também tinha sido baleada na situação, mas ainda não conseguimos localizá-la", afirmou a delegada Patrícia Brito.

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