segunda-feira, 24 de abril de 2017

Quase 4 anos após acidente que matou irmãos, médica continua solta e sem prazo para julgamento

O acidente que matou os irmão Emanuel e Emanuelle, no bairro de Ondina, na capital baiana, está prestes a completar quatro anos. Em outubro de 2013, a moto em que eles estavam bateu contra um poste e a médica Kátia Vargas, que estava em um carro, é acusada de provocar o acidente.
Ela deve ir a júri popular, mas ainda não há data para o julgamento. A mãe das vítimas, Marinúbia Gomes, espera pela Justiça.

— A população me pergunta se vai ficar por isso mesmo e eu me pergunto se vai ficar por isso mesmo. E eu mesma respondo, porque ninguém responde. O TJ (Tribunal de Justiça) não responde.

Para o promotor de justiça do Ministério Público, Davi Gallo, a burocracia jurídica tem atrasado o julgamento. O DPT (Departamento de Policia Técnica) ainda não encaminhou o laudo da perícia para a vara responsável pelo caso, documento necessário para o caso ir a júri popular. A acusada já tinha dado entrada com pedido para não ir a júri, mas foi negado.

Kátia já responde em liberdade por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, perigo comum e impossibilidade de defesa. Ela foi levada para o presídio da capital baiana, onde ficou cerca de um mês presa.

Em dezembro de 2013, a médica falou sobre o caso, em um vídeo gravado em casa, onde diz que não foi culpada. Se condenada, ela pode pegar de 24 a 60 anos de prisão. A mãe de Emanuel e Emanuelle afirma que irá continuar insistindo no caso.

— O meu sentimento é mais de desilusão, de desesperança. Mas eu continuo com força, vou lutar até o fim. (R7)

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