sábado, 6 de maio de 2017

Incomodado com concorrência, empresário mata ex-sócio em Arrail D'ajuda

Os homens apontados como assassinos do empresário paulista Leandro Reis Duque, 31 anos, foram apresentados pela Polícia Civil de Porto seguro na manhã desta sexta-feira (05). O crime teria sido motivado por concorrência nos negócios. Leandro estava desaparecido desde o dia 27 de fevereiro deste ano. O empresário mineiro José Cláudio Ferreira (ex-sócio da vítima), de 46 anos e o trabalhador rural Sérgio Santos Menezes, de 18, confessaram o crime ao delegado que coordena as investigações, Sinézio Vieira. 

Os acusados foram presos na quarta-feira (03), no município mineiro de Santa Maria do Suaçuí. “Eles foram abordados em uma blitz da polícia mineira e questionados sobre uma motosserra que transportavam no carro. Quando os policiais mineiros foram consultar a plataforma do SINESP descobriram que os dois estavam sendo procurados na Bahia”, destacou o coordenador da 23ª Coordenadoria de Polícia do Interior (23ª Coorpin), Moisés Damasceno. O motosserra encontrado com a dupla estava no carro de Leandro, no dia que ele desapareceu, segundo a polícia. José Cláudio e Sérgio já estavam sendo procurados pela Polícia Civil de Porto Seguro como prováveis autores do crime. “Chegamos aos dois através das investigações, ouvindo os familiares da vítima e através de escutas telefônicas. Quando fomos atrás deles aqui em Porto Seguro soubemos que haviam viajado e tivemos certeza que tinham envolvimento com o crime”, destacou Moisés Damasceno.

O CRIME – Segundo o delegado Sinézio, José Cláudio havia sido sócio de Leandro em uma usina de concreto, mas os dois acabaram se desentendendo e Leandro decidiu abrir sua própria usina. “Os dois se conheceram em São Paulo e José Cláudio resolveu vir para Arraial d’Ajuda abrir uma empresa. Leandro veio depois e entrou como sócio, mas depois ele decidiu abrir sua própria usina”, contou. Leandro estava há nove meses em Arraial d’Ajuda, quando despareceu em fevereiro deste ano.

O empresário mineiro José Cláudio contou ao delegado que Leandro estava atrapalhando os seus negócios e decidiu então mata-lo. “José Cláudio convidou o amigo Sérgio para ajudá-lo no crime”, relatou o delegado. De acordo com o delegado, Sérgio ligou para a vítima e disse que gostaria de contratar um serviço de 150 metros de concreto. Com esta proposta de negócios Leandro foi atraído até Coqueiro Alto, um vilarejo na estrada Arraial d'Ajuda – Trancoso, onde a vítima foi assassinada.

“Sergio ia à frente numa moto e Leandro inocentemente o seguiu. Quando chegaram ao local marcado, José Cláudio os aguardava e fez um disparo que atingiu a vítima, que ainda estava dentro do carro, no pescoço”, contou Sinézio. Após o crime os acusados enterraram a vítima em uma cova rasa a 15 metros do local do assassinato e queimaram seu carro. O corpo do empresário paulista foi encontrado na tarde de quinta-feira (04), no local apontado pelos acusados, em Coqueiro Alto.

VERSÃO DOS ACUSADOS - O trabalhador rural Sérgio Santos Menezes disse que decidiu ajudar no crime porque é muito amigo de José Claudio. “Sou muito amigo dele e ele me chamou e decidi ajudar. Ajudei a esconder o corpo”, contou o acusado. Ele também foi responsável por atrair a vítima até o local do crime, destacou o delegado Sinézio, revelando ainda que José Cláudio teria prometido uma moto a Sérgio caso ele lhe ajudasse a matar Leandro. O empresário mineiro não quis dar sua versão do crime. Durante a sua apresentação à imprensa, ele ficou todo tempo virado para a parede e não quis dar entrevista. Segundo Moisés Damasceno, os dois responderão por homicídio.

VELÓRIO EM CAMPINAS – O advogado Veronilson Junior foi designado pela família de Leandro, que está em São Paulo, para acompanhar as investigações em Porto Seguro. Ele disse que a família quer acompanhar toda a investigação para ter certeza que os acusados ficarão presos. Veronilson disse que os familiares do empresário paulista ajudaram nas investigações e que inclusive levantaram a suspeita de envolvimento do ex-sócio, apesar da família não ter conhecimento de nenhuma desavença entre os ex-sócios. “Estamos só aguardando a liberação do corpo de Leandro para fazer o translado para Campinas, onde será o enterro”, destacou o advogado. (Reportagem: Radar64)

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