sábado, 20 de maio de 2017

Polícia apura se empresário morto em carro estava envolvido com jogos de azar

São muitos os mistérios que envolvem o assassinato do empresário e engenheiro Osório Abintes Assunção, 45 anos. Dentre eles, a polícia investiga se a vítima estaria envolvida com atividades de jogos de azar. A informação foi passada por uma pessoa próxima do empresário e será apurada pelos investigadores. A polícia afirmou que esse é um caso de execução e ainda não definiu a linha de investigação, mas não descartou nenhuma hipótese. 
Na carroceria da picape onde o crime aconteceu os investigadores encontraram uma bolsa com R$ 7,2 mil em notas de R$ 50, 20, 10 e R$ 2. A carroceria estava coberta e a sacola estava entre pacotes de ração para animais. Segundo a polícia, o dinheiro seria usado para fazer o pagamento dos funcionários que trabalhavam na construtora da vítima. 
Osório é proprietário de três empresas e estava movendo, pelo menos, dois processos judiciais, um deles por ameaça sofrida em 2015. O outro processo é uma disputa por uma área de cerca de 4 mil m², do Loteamento Marisol II, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. O empresário morava nesse condomínio há cerca de dez anos e trabalhava no Rio vermelho.

O crime
Na tarde desta sexta-feira (19), o engenheiro deixou o trabalho e estava a caminho de casa quando foi morto. Ele dirigia uma picape, cinza, quando precisou parar em um semáforo, na Avenida Otávio Mangabeira, na Boca do Rio - próximo a antiga sede do Esporte Clube Bahia. 

Dois homens em uma motocicleta se aproximaram do carro pelo lado do motorista e pararam a moto ao lado do veículo. Um deles sacou uma arma e atirou diversas vezes contra o vidro da janela em que a vítima estava. Em seguida, os bandidos fugiram sem levar nada. Quatro balas acertaram a cabeça do engenheiro e uma delas atravessou o vidro da janela oposta. 


Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local, mas Osório morreu antes de receber os primeiros socorros. Os policiais não encontraram as capsulas das balas no local, mas acreditam que os bandidos usaram uma pistola para matar a vítima. Ainda não suspeita da autoria do assassinato e a motivação está sendo investigada. Osório era casado e deixou uma filha de 3 anos. 

Correria
Os disparos assustaram quem passava pelo local. "Foi uma correria. Na hora em que aconteceu estava tudo parado por conta do sinal que estava fechado, mas quando o pessoal ouviu os tiros correram", contou um homem, em anonimato.

Os familiares de Osório souberam do crime através da imprensa. A placa do carro ajudou na identificação e outro detalhe: o empresário usava no retrovisor interno da picape uma pequena boneca-chaveiro, lembrança do aniversário de um ano da filha dele. Esse detalhe chamou a atenção de quem o conhecia.

"Nas imagens não dá para ver o rosto dele, mas vimos a placa e a boneca no retrovisor, aí soubemos que o carro era dele. A bonequinha foi uma lembrança do aniversário da filhinha dele, nós também temos uma em casa. Tudo isso é muito triste porque ele sempre foi uma pessoa calma e gente boa", contou um vizinho e amigo da família do engenheiro.

O crime atraiu a atenção de diversos curiosos e a região ficou congestionada. Agentes da Transalvador precisaram desviar parte do tráfego para uma via marginal e policiais da 23ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/ Imbuí e Boca do Rio), que atenderam a ocorrência, isolaram a área até a chegada dos policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação do caso.

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