terça-feira, 20 de junho de 2017

Anuncio de retirada de 400 corpos de cemitério em Conquista gera revolta


O  anúncio  da  exumação  de mais  de 400 restos  mortais de um cemitério em  Vitória  da Conquista (BA),  a 509 km  de Salvador,  deixou a comunidade  local  --principalmente os católicos--  revoltada.

A lista com os nomes dos mortos a serem removidos foi divulgada no mês passado pela prefeitura. As exumações devem começar em 19 de julho e vão transferir os restos mortais para um ossário, construído ao custo de mais de R$ 167 mil.

O motivo para a ação é a superlotação, já que quase não há mais lugar para cavar túmulos.

Em sua maioria, o cemitério abriga corpos de pessoas de baixa renda e, segundo a prefeitura, está com apenas 91 covas adultas disponíveis --54 covas para o sexo masculino e 37 para o feminino. A administração municipal afirma que "essas vagas atendem a necessidade do serviço por um período de, aproximadamente, 60 dias".

A remoção está prevista no Código de Posturas do Município, entre as leis que regem a administração dos cemitérios públicos. O prazo previsto para um corpo ficar no cemitério é de quatro anos e oito meses. Como comparação, em Salvador, esse prazo é de três anos e seis meses, conforme as leis municipais da capital.

Mas coveiros entrevistados pelo UOL disseram que, devido ao número de enterros, de 3 a 4 por dia, o ossário com capacidade para 480 restos mortais não será suficiente para conter a superlotação. Eles estimam que o problema deve voltar a ocorrer em cinco meses.
Um abaixo-assinado contrário às exumações circula no bairro Kadija, periferia da cidade e onde está localizado o cemitério municipal. Boa parte dos signatários são ligados a Comunidade São Cristóvão, que faz parte da Igreja Rainha... UOL 

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