terça-feira, 13 de junho de 2017

Ilhéus: Operação Citrus; Presos por suspeita de fraude em licitações , ex-secretários e empresário são ouvidos em audiência.

Ex-secretário de Desenvolvimento Social e vereador mais votado de Ilhéus, no sul da Bahia, Jamil Chagouri Ocké, o ex-secretário da mesma pasta, Kácio Clay Silva Brandão, e o empresário Enoch Andrade, presos durante a operação Citrus,  que investigou desvio de recursos públicos da prefeitura da cidade, voltaram a ser ouvidos pela justiça em audiência realizada nessa segunda-feira (12).
Os suspeitos foram alvo da Operação Citrus, deflagrada em março deste ano - na ocasião, seis foram levados pela Polícia Civil, e três deles continuam presos.
A audiência, onde também foram ouvidas testemunhas, ocorreu na 1ª Vara Crime do Fórum Epaminondas Berbet de Castro. Os suspeitos chegaram ao local em um carro, por volta das 9h, uma hora antes do início da audiência.
O Ministério Público e a defesa dos suspeitos juntaram mais de mil páginas ao processo com novos elementos sobre a acusação de desvio de recursos da prefeitura. Somente depois de ouvir as testemunhas é que a juíza do caso começou a ouvir os réus.

Além dos três que foram presos, outros cinco suspeitos que respondem em liberdade pelos mesmos crimes também vão prestar esclarecimentos. Os advogados disseram que somente depois da audiência vão se pronunciar


 Como funcionava o esquema

De acordo com o promotor Frank Monteiro Ferrari, a fraude nas licitações rendeu contratos no montante de aproximadamente R$ 25 milhões para o grupo. Cada integrante tinha um papel na organização.
A investigação começou em dezembro de 2015, após uma licitação da Secretaria de Desenvolvimento Social, na época, para contratar uma empresa fornecedora de frangos para distribuição gratuita no Natal para a população carente do município. A partir de então, o MP entrou no caso.
Um colaborador do MP, que preferiu não se identificar, revelou que das empresas de Enoch saía o material superfaturado na licitação, além de objetos que não tinham nada a ver com a administração municipal. 

Situação das escolas

Por conta das fraudes, ocorridas 2009 e 2016, em lhéus, escolas municipais receberam, no ano passado, carnes vencidas desde 2014 que seriam utilizadas para merenda escolar. O alimento, no entanto, não chegou a ser distribuído para as crianças porque o Ministério Público da Bahia (MP-BA) descobriu a irregularidade.
Enquanto o grupo fraudava licitações e superfaturava contratos municipais, escolas de Ilhéus permaneciam com problemas de infraestrutura e alunos sem alimentação. A cidade de Ilhéus que sempre foi conhecida como a Princesinha do Cacau, Terra de Jorge Amado um dos maiores nomes da literatura baiana e brasileira, passou a ser vista no cenário nacional como uma das cidades com maiores problemas na rede educacional, por causa de fraudes. G1




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