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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Pastor suspeito de mandar matar pastora e sobrinha é solto


O pastor Edimar Brito, suspeito de mandar matar a também pastora Marcilene Oliveira Sampaio e uma sobrinha dela, Ana Cristina Sampaio, foi solto na tarde de terça-feira (20), do Conjunto Penal de Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia, onde estava custodiado.

Ainda não há detalhes sobre a decisão de soltura. O pastor estava preso desde janeiro do ano passado, quando ocorreu o crime, mas ainda não havia sido condenado pela Justiça.

Os corpos de Marcilene e Ana Cristina foram encontrados no dia 20 de janeiro de 2016, em uma estrada que liga a cidade de Conquista ao município de Barra do Choça, após sequestro na noite anterior.

A pastora, Marcilene Oliveira Sampaio, também era professora da Universidade Estadual da Bahia (Uneb). As duas mulheres foram mortas com golpes de pedra, segundo a polícia.
Outros dois suspeitos de executar as mortes foram presos. São eles: Adriano Silva dos Santos, que já foi condenado pela Justiça e cumprirá 30 anos de prisão em regime fechado, e Fábio de Jesus Santos, que ainda não foi julgado.

A suspeita da polícia é de que o crime teria sido motivado por vingança após as vítimas, que eram colegas do pastor suspeito, terem saído da igreja dele depois de um desentendimento para fundar uma nova e levado a maioria dos fiéis.

O pastor chegou a negar o crime na época da prisão. "Eu não mandei [matar], não fiz. Não tenho nada a declarar. Na presença do juiz eu falo", disse o suspeito.




Crime

A suspeita é de que Marcilene e os parentes já estavam sendo seguidos desde o momento em que deixaram a igreja. Conforme a polícia, ao perceberem as vítimas paradas na estrada, os suspeitos decidiram agir.

O marido da professora, que também é pastor evangélico, estava com as duas mulheres no momento da chegada dos criminosos, na noite do dia 19 de janeiro, uma terça-feira. De acordo com a polícia, ele foi espancado, mas conseguiu se salvar. Segundo a polícia, a intenção dos criminosos era matar toda a família no sítio em que as vítimas residiam.

O marido da pastora foi colocado dentro carro dos suspeitos e seguiu pela estrada com um dos criminosos. O outro suspeito e o pastor ficaram ao lado da professora e da sobrinha dela às margens da rodovia. As duas mulheres foram mortas em seguida, a pedradas.


De acordo com a polícia, o marido de Marcilene, que estava no banco de passageiro sob a mira de um revólver, foi agredido várias vezes ao longo do trajeto pelo suspeito, mas conseguiu fugir e acionar a polícia. G1

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