segunda-feira, 5 de junho de 2017

Sem delação, pena de Joesley poderia chegar a 2 mil anos de prisão

Os empresários Joesley e Wesley Batista, donos do grupo J&F Investimentos, poderiam ser condenados a algo entre 400 e 2 mil anos de prisão se fossem somadas as penas de todas as 240 condutas criminosas confessadas por eles em acordo de delação premada.

De acordo com informações do Correio Braziliense, o depoimento dos irmãos inclui oito tipos de crimes, entre eles, 124 casos de corrupção e 96 de lavagem de dinheiro, praticados por mais de uma organização criminosa.

Porém, após acordo fechado com o Ministério Público Federal, os irmãos Batista não poderão ser processados pelos crimes e terão imunidade em outras investigações em andamento e o perdão judicial, caso sejam denunciados em outros processos. Em contrapartida, pagaram multa de R$ 110 milhões, valor considerado baixo por juristas diante das condutas praticadas.

“Eles são criminosos antigos, reiterados e sem nenhum escrúpulo. A delação premiada não pode ser transformada em um instrumento de impunidade”, afirma o advogado Antônio Claudio Mariz de Oliveira, que o presidente Michel Temer das acusações da dupla.

O criminalista Pierpaolo Bottini, que defende os irmãos, diz que “parcela grande das penas que pode ser aplicada aos políticos jamais existiria sem os colaboradores”.

“Além disso, é necessário verificar a qualidade da prova e a situação processual dos delatores. Ao contrário de muitos outros colaboradores, eles não haviam sido denunciados, nem estavam presos quando decidiram colaborar”, argumenta.

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