sexta-feira, 2 de junho de 2017

Traficantes expulsam moradores do “Minha Casa Minha Vida” e obrigam mulheres a cozinhar

Atualizada as 19:02 (03/06/2007)
Uma denúncia grave de que moradores de condomínios como o Pedro Fontes II, no bairro São Roque, em Itabuna, estariam sendo ameaçados e até expulsos por traficantes, mobilizou, esta semana, a equipe da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes, agora sob o comando do delegado Marlos Macedo.

Os policiais, inclusive, iniciaram nesta sexta-feira (02), uma operação de combate ao tráfico, nas dependências de condomínios do programa “Minha Casa Minha Vida”, espalhados por vários bairros da cidade.

Em entrevista ao repórter Oziel Aragão, da Rádio Difusora, Dr. Marlos informou que duas pessoas já foram presas, acusadas de expulsar uma família de sua própria casa. Segundo o delegado, durante a investigação, foi descoberto, também que os criminosos estão obrigando a mulheres a fornecerem alimentação para a organização, montada dentro do condomínio Pedro Fontes II. “Essas pessoas acabam se tornando reféns do tráfico porque não querem criar atritos com vizinhos altamente perigosos”, ponderou o delegado.

Segundo ele, as denúncias chegam com freqüência, tanto na Delegacia de Tóxico, como no Ministério Público. E avisa: “Quando isso ocorrer, pode nos procurar, que a gente faz todo o trabalho de retirada desses traficantes da área”, garantiu.
Apreensão milionária
Durante a entrevista, dr. Marlos falou, ainda, sobre a apreensão milionária, feita esta semana, em Itabuna. Foram quase 100 quilos de drogas apreendidos, causando um baque surpreendente no tráfico. Em apenas uma “batida”, os agentes apreenderam 55 quilos de pasta base de cocaína, escondidos dentro de um dos caixotes transportados em um caminhão carregado de sucata, que saiu do estado de Rodônia.

O entorpecente, apreendido na última segunda-feira (29), estava avaliado em mais de R$ 1 milhão. “Com certeza, essa droga seria distribuída por várias cidades da região, durante os festejos juninos”, disse o titular da Tóxico e Entorpecentes de Itabuna.

Dr. Marlos adiantou que o trabalho de investigação continuará intenso no município, com o objetivo de fechar o cerco contra os traficantes. “Não paramos nunca. Nosso objetivo é focar no maior traficante, mas, claro, nunca esquecendo do pequeno traficante de bairro. Inclusive, estivemos hoje (02) no Gogo da Ema, porque havia uma denúncia. E a gente pede a população que continue denunciando ao 190. É um trabalho integrado com a Delegacia de Homicídios, porque tem um vínculo muito grande entre o tráfico de drogas e a alta incidência de assassinatos”, explicou o delegado.

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