quarta-feira, 19 de julho de 2017

Acusado de mandar jogar ácido em mulher se apresenta na delegacia e vai para o presídio

Carlos Fernando de Jesus Luna se apresentou, na tarde desta quarta-feira (19), no Complexo Policial de Itabuna, sendo encaminhado ao Conjunto Penal da cidade.

No último dia 4 de julho, a Justiça havia publicado uma sentença condenatória e e um mandado de prisão contra  Fernando.  Ele foi condenado em 2008 após ser acusado de ser o mandante do homicídio da professora Sônia Almeida, que teve ácido jogado contra o corpo em 2007, morrendo 3 meses após o crime. Agora, a sentença condenatória foi recalculada para 10 anos e publicada pelo Tribunal de Justiça. Desde então, ele vinha sendo procurado.

No documento publicado pelo Poder Judiciário, consta que Fernando é reincidente em práticas de violência contra mulher. “Deixo de conceder ao réu o direito de recorrer em liberdade, seja por considerar a repetição de condutas semelhantes, quanto à vítima E.S O., nos idos de janeiro de 2008, seja, atualmente, quanto a vítima J. S.S., conforme se constata nos autos de Medida Protetiva, em curso nesta 1ª Vara Crime, já apreciado e deferida as medidas, haja vista práticas semelhantes de agressão contra mulheres, seja, por fim, quanto ao maus antecedentes do réu demonstrados pelo Ministério Público, o que recomenda maiores cautelas”.

Mulher assassinada com ácido

Em 2007, Fernando Luna foi acusado de mandar assassinar a professora Sônia Almeida dos Santos. Em agosto daquele ano, Sônia deixava o filho de 7 anos em uma escola, quando teve ácido lançado contra seu corpo. Em novembro, Sônia morreu.

O acusado de jogar o ácido foi Wadson Martins Santos. Na época, as investigações apontavam que Fernando pagaria a ele a quantia de R$250,00 para cometer o crime.

Foi divulgado na época que o crime teria sido uma vingança, pois Sônia, que era casada, teria recusado ficar com Fernando.

No documento publicado pelo Poder Judiciário  ainda ressalta a crueldade do crime praticado. “As circunstâncias do crime: foi cometido por outra pessoa, mediante promessa de compensação em dinheiro, o que demonstra frieza e planejamento criminoso. Ademais, o crime foi executado durante o dia, quando a vítima ia deixar sua filha na escola, na frente de outras pessoas e demais crianças e adolescentes, o que demonstra ainda maior desconsideração. Prejudicial. Conseqüências do crime: gravíssimas para a vítima, pois provocou intenso sofrimento e dor, tendo, antes de morrer, de ver seu corpo quase completamente queimado e sua beleza roubada para sempre”, consta na sentença expedida pelo Tribunal de Justiça.

Em 2008, ele foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado, mas em 2010 foi colocado em liberdade.

Novo caso

No dia 22 de abril, a companheira de Fernando compareceu à delegacia e registrou uma queixa contra ele. A mulher relata que Fernando a agrediu com socos e pontapés e que, em seguida, colocou uma sacola plástica na cabeça dela e a sufocou. Segundo depoimento da vítima, em seguida, ele seguiu com o sufocamento usando um travesseiro. Ainda não satisfeito, o acusado a estrangulou com as mãos até que ela desmaiasse. Quando recobrou os sentidos, a mulher, que estava no chão, foi colocada pelo acusado em uma cama e ele ainda fez um corte no pescoço dela usando uma tesoura.

Ainda com base no depoimento da vítima, depois das agressões, o companheiro a levou para almoçar em um restaurante. Já à noite, ele voltou a agredi-lá com um golpe no pescoço, popularmente conhecido como “gravata”. Neste momento, a vítima relata no boletim de ocorrência que Fernando a ameaçou de morte dando a seguinte declaração: “Eu vou te matar. Colocar você em um saco preta e jogar na estrada”. Neste momento, a mulher teria começado a gritar por socorro, sendo ajudada por vizinhos, que a levaram até a casa de um familiar. No boletim, ainda consta que Fernando teria dito aos vizinhos que a companheira tinha problemas mentais.

No dia seguinte, ele foi à casa do familiar da vítima, e voltou a fazer ameaças. Segundo a ocorrência, ele ameaçou expor em redes sociais fotos íntimas da companheira. (Texto e informações: Diário Bahia)

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