terça-feira, 8 de agosto de 2017

Em vídeo gravado, supostamente fora do Brasil, dono da D9 diz que foi vítima de “extorsão”

A repercussão do envolvimento da D9 num esquema de pirâmide financeira foi tão grande, que uma equipe do Fantástico está em Itabuna para conferir o que está acontecendo
“A verdade virá à tona. Tentaram me extorquir, mas não deu certo. Foram tentar pelas vias legais”. Este é o desabafo de Danilo Santana, dono da D9, empresa investigada há seis meses, pela Polícia Civil de Itabuna. Tida como pirâmide financeira, a D9 foi, inclusive, alvo de uma operação batizada de Gizé. A ação, realizada semana passada, culminou com o cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Danilo publicou um vídeo, no qual afirma ter sido “vítima” de extorsão. Entretanto, ele não revela quem teria tentado “prejudicá-lo”. O homem também negou ter recebido ordem de prisão.

Segundo a investigação, a empresa causou prejuízos calculados em, aproximadamente, R$ 200 milhões. Muitos investidores chegaram a procurar a delegacia para prestar queixa contra a D9, alegando que não conseguiram sacar o valor prometido nos investimentos.

Sempre usado o termo “algumas pessoas”, Danilo fala que “usaram” a operação de forma tendenciosa. O fato de não apontar ninguém em suas declarações pode ser um indicativo de que o empresário esteja tentando colocar “panos quentes”, para aliviar o escândalo e não perder mais investidores.

Danilo garante que não está no Brasil, “por questão de proteção”. Segundo ele, estão acontecendo “algumas coisas” arbitrárias, porém não disse quais coisas seriam essas, deixando, mais uma vez, um rastro de dúvidas, quanto à sua credibilidade. “Eu acredito no Brasil e em minha cidade, Itabuna". Confira a íntegra do vídeo a seguir.



"D9 no Fantástico"
É grande a repercussão da Operação Gizé e seu principal alvo, a D9 Clube. O repórter José Raimundo prepara uma reportagem especial para o programa Fantástico, da Rede Globo.  Na manhã desta terça-feira (08), muitos curiosos foram atraídos pela movimentação da equipe da emissora do Rio, que gravou na Avenida Ilhéus, em Itabuna, onde funcionou a primeira sede da empresa investigada. 

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