quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Atualizada: Nova pirâmide “erguida” em Itabuna mobiliza polícia numa mega-operação; negócio já movimentou cerca de R$ 2 bilhões


Depois da “rasteira” dada pela Telexfree em muita gente espalhada pelo Brasil afora, inclusive em itabunenses, todo o cuidado é pouco quando o assunto é pirâmide financeira. Por conta disso, a Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (03), uma mega-operação, de olho na D9, uma nova pirâmide “erguida” em Itabuna.

A ação, batizada de Gizé (cidade localizada no Egito e palco de gigantes pirâmides), foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos, e envolveu, em sua fase de investigação, além do titular da Furtos, Humberto Matos, outros delegados, como André Aragão, coordenador da 6ª Coordenadoria,  Katiana Amorim e Delmar Bittencourt.
Os policiais envolvidos na operação cumpriram mandados de busca e apreensão em 10 lugares distintos, como escritórios e residências de envolvidos no esquema. Entre os locais “visitados” estaria a casa de Marcos França. O imóvel, situado no bairro Jardim Vitória, pertence a um dos maiores divulgadores da Telexfree, que causou prejuízos incontáveis a centenas de participantes.

Uma moto aquática, um drone, uma câmera fotográfica, uma moto Harley Davidson e um sistema de servidor de Internet estão entre o material apreendido em diferentes espaços da cidade.


“Até fora do país”
As investigações, iniciadas há, aproximadamente, seis meses, indicaram que, embora tenha sido criada em Itabuna, a D9 já tinha se estendido para outros estados, chegando até outros países. Ao Verdinho Itabuna, o delegado Humberto Matos, explicou que, assim como acontece com outras pirâmides, as pessoas são atraídas para o negócio, cujos divulgadores mascaram de marketing multinível, uma espécie de canal de distribuição de produtos e serviços legal, ao contrario das pirâmides, em que não existe a venda de um produto real e a principal fonte de renda é o incentivo à adesão de novas pessoas ao negócio, o que faz com que seu crescimento não seja sustentável.

No caso da D9, o produto divulgado eram bolsas de apostas vinculadas a jogos de futebol. Mas quem ganhava eram apenas os líderes ou “piramideiros”, como são popularmente conhecidos. Segundo Matos, o golpe aplicado pela D9 chega na casa dos R$ 200 milhões. No geral, os líderes dessa pirâmide já movimentaram com este “negócio” cerca de R$ 2 bilhões. As investigações continuam.

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