quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Vídeo: Preso suspeito de matar e carbonizar corpo de homem em fazenda; ele diz que recebeu R$ 5 mil por crime

Foi preso na tarde desta quarta-feira (27), no distrito de Olivença, pertencente a Ilhéus, região sul da Bahia, o suspeito de matar e atear fogo no corpo de Jaime Brito Junior, 35 anos, dentro da fazenda da vítima na zona rural da localidade de Japu, em Ilhéus. O crime ocorreu na segunda-feira (18), e o corpo foi localizado no dia seguinte.

Segundo a polícia, a partir de informações prestadas por familiares, foi possível localizar Derenilson dos Santos Moreira na casa de parentes. A delegada que está à frente do caso, Andréia Oliveira detalha que, após o surgimento de indícios contra ele, o suspeito chegou a ser intimado para prestar depoimento na semana passada, mas não compareceu e fugiu. Ele, então, começou a ser procurado e teve o pedido de prisão preventiva expedido pela Justiça.

Jaime Brito Junior
Em depoimento, Derenilson contou que no dia do crime, desferiu um golpe que atingiu o queixo da vítima, que desmaiou. Depois, ele o arrastou até o quarto, onde passou a atingi-lo com golpes de marreta. A delegada detalha que esta ação ocorreu durante o dia. À noite, ele retornou à fazenda e ateou fogo no corpo da vítima, que só foi descoberto no dia seguinte ao crime.

Derenilson alega que foi contratado por R$ 5 mil, mas o nome do suposto mandante ainda está sob investigação no inquérito policial. Nesta quarta-feira, Derenilson segue custodiado na delegacia em Ilhéus, mas deve ser encaminhado para um presídio. Por força da prisão preventiva, ele não tem prazo para ser liberado.

Sobre a relação entre vítima e assassino, a polícia detalha que os dois se conheciam porque o pai do suspeito é administrador de uma fazenda que fica perto da propriedade da vítima. E, inclusive, Derenilson já realizou pequenos serviços contratados por Jaime. A delegada diz ainda que vítima e assassino beberam juntos no final de semana que antecedeu o crime.

Jaime chegou a ser identificado como fisioterapeuta, mas segundo a delegada, ele cursou a faculdade, mas não chegou a concluí-la. De acordo com a polícia, a vítima estava em processo de compra da fazenda onde o crime aconteceu, já tendo pago um "sinal" ao vendedor. G1