quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Comando apura uso de máscaras proibidas por soldados na Rocinha

O Comando Militar do Leste (CML) está investigando o uso de máscaras não permitidas por agentes das Forças Armadas em operação na comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio, desde a última sexta-feira (22). Fotos mostram miliatres escondendo o rosto com máscaras de caveira, como antecipou o jornal "Extra".

De acordo com o coronel Roberto Itamar, porta-voz do CML, as balaclavas são permitidas unicamente em cor preta para homens do Exército, ou azul ferrete para homens da Marinha.

“O uso de balaclava é previsto no regulamento nas três forças, mas não com algum tipo de inscrição, nomes ou desenhos. O uso deste tipo de não é permitido”, afirmou Franco.

Segundo o oficial, a corporação não chegou a receber denúncias se referindo ao uso das máscaras, porém, os próprios comandantes verificaram o uso por meio de fotos e vídeos sobre a operação publicados em jornais e começaram a verificação.

“A partir de sábado se verificou essa ocorrência a partir das fotos que saíram no jornal e os comandantes das efetivas tropas ficam a cargo da verificação do uniforme. Também estão sendo verificados o uso de lenços coloridos, que não são permitidos", disse.

No entanto, apesar da proibição, não há previsão sobre a punição dos agentes, nem a certeza de que o soldado que usou a máscara proibida será, de fato, punido.

“Durante o processo de investigação, será verificado se ele [o soldado que usou a máscara proibida] vai ser punido ou não. A punição é uma consequência dessa ação. Ele pode ser punido, chamado atenção, e com certeza, vai ser recomendado para ele não usar mais", contou o coronel.

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