quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Dezenove dias após tragédia com lancha na Bahia, Marinha suspende buscas por vítima


As buscas da Marinha pela adolescente que desapareceu após o acidente com a lancha Cavalo Marinho I, na Baía de Todos-os-Santos, foram suspensas por tempo indeterminado, nesta terça-feira (12), 19 dias após o ocorrido. Dezenove pessoas morreram na tragédia.

Segundo a Marinha, a única vítima com registro oficial de desaparecimento, uma adolescente de 12 anos, não foi encontrada até o fim da tarde de segunda-feira (11), e o órgão decidiu suspender a operação nesta terça, até que haja indícios de localização da vítima.

Conforme a Marinha, o órgão percorreu 390 km² em área marítima e 70 km em região de praia. O Corpo de Bombeiros Militar, que também realizou buscas após a tragédia, encerrou as operações no dia 5 de setembro. O acidente ocorreu no dia 24 de agosto, na Ilha de Itaparica.

Tragédia

A lancha Cavalo Marinho I virou por volta das 6h30, cerca de 10 minutos após deixar o Terminal Marítimo de Mar Grande, na ilha. A embarcação tinha como destino Salvador e estava a aproximadamente 200 metros da costa quando o acidente aconteceu. A viagem dura cerca de 45 minutos. A lancha levava 120 pessoas, eram 116 passageiros e 4 tripulantes.

As 19 pessoas que morreram no acidente são 13 mulheres, 3 homens e 3 crianças. Os corpos foram periciados no Departamento de Perícia Técnica (DPT) de Salvador e na unidade de Santo Antônio de Jesus.

A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) informou que 89 pessoas haviam sido resgatadas com vida. Dentre os sobreviventes resgatados, 70 foram na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Mar Grande; 15 foram para o Hospital Geral de Itaparica; dois estiveram no Hospital do Subúrbio e dois no Hospital Geral do Estado (HGE), ambos em Salvador.

A carcaça da embarcação foi desmontada entre os dias 4 e 5 de setembro, segundo a empresa CL Transporte, responsável pela embarcação. A lancha, que logo após a tragédia ficou presa aos arrecifes de Mar Grande, em Vera Cruz, foi arrastada pelo mar para a praia da Gamboa, em Salvador. Em nota, a empresa informou que a desmontagem ocorreu após a constatação de que a embarcação já estava praticamente destruída e não tinha mais condições de navegabilidade.

As causas do naufrágio devem ser divulgadas após a conclusão do inquérito aberto pela Capitania dos Portos e, em um prazo de 90 dias, contados desde o acidente que ocorreu no dia 24 de agosto. A Polícia Civil também apura o caso. As investigações ainda não foram concluídas.

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