sábado, 11 de novembro de 2017

Reintegração de posse provoca protesto na Ilhéus-Canavieiras

Um protesto de moradores fechou a BA-001, nos dois sentidos, na cidade de Canavieiras, nesta sexta-feira (10). De acordo com a Polícia Militar, o protesto foi motivado por uma reintegração de posse que foi feita quarta-feira (8). Segundo a PM, a reintegração foi feita em um local no distrito de Oiticica, que pertence a Canavieiras, e foi invadido por pessoas que venderam os terrenos para famílias carentes. A polícia tentou negociar a desobstrução da rodovia interditada com troncos de árvores, mas os manifestantes se recusaram a sair. Os policiais usaram gás lacrimogêneo para dispersar a população.

De acordo com uma moradora que participava da ação, uma idosa e três crianças tiveram que ser socorridas para o Hospital Regional de Canavieiras, por causa do gás. A PM disse, no entanto, que somente a idosa se sentiu mal, mas que foi atendida no local por uma ambulância e passa bem. A reintegração de posse foi feita na quarta-feira (8). Um oficial de Justiça de Canavieras informou que Roseane Santos, que se identifica como sendo missionária, usava uma igreja no terreno invadido para vender lotes a pessoas carentes, além de usar uma fazenda na região para fazer retirada ilegal de madeira. 

De acordo com o major da Polícia Militar, Cláudio Iglesias, a PM esteve no local com dois oficiais de Justiça, que tinham ordem para demolir cerca de 26 imóveis, construídos de forma irregular e retirar as pessoas que estavam lá. 


O major informou, ainda, que as pessoas foram avisadas para desocuparem o lugar com antecedência, mas não saíram. A missionária Roseane Santos não confirmou ser responsável pela venda dos lotes. Ela disse apenas que cerca de 72 famílias, que moram no local há dois anos, foram despejadas e que as casas foram demolidas com trator. Entre os imóveis demolidos está a igreja onde Roseane é missionária. Roseane disse que as famílias não têm para onde ir e estariam dormindo na beira da pista. 

A prefeitura de Canavieiras informou, por meio de assessoria, que será realizado um estudo caso a caso das familias desabrigadas, pois nem todas são da cidade. Equipes estiveram no local, nesta sexta-feira, para fazer o cadastramento dessas famílias, e a partir daí o aluguel social deve ser disponibilizado. A prefeitura informou, ainda, que terrenos para a construção de habitações populares serão comprados, mas ainda não há data de previsão. (TV Santa Cruz)

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